Rodrigo Pacheco se torna ministro no TCU e suplente assume vaga de Minas no Senado

Rodrigo Pacheco assume cadeira vitalícia no TCU nesta quarta e abre espaço para Renzo Braz, que completa o mandato mineiro no Senado até fevereiro de 2027.

, em Uberlândia

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Rodrigo Pacheco começou a quarta-feira (30) como senador e terminou o dia de outro jeito: empossado ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), em cerimônia na sede da Corte, em Brasília. A saída dele do Senado colocou em cena Renzo Braz, que assumiu a cadeira por Minas Gerais horas depois. Ao lado de Odair da Cunha e Antonio Anastasia, Pacheco é o terceiro ministro da Corte atual que já atuou por Minas Gerais no Poder Legislativo.

Ex-senador Rodrigo Pacheco toma posse como ministro do TCU
Pacheco assume cadeira deixada por Bruno Dantas e poderá permanecer no tribunal até os 75 anos – Crédito: Reprodução/TCU/Ton Molina/Agência Senado

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Aos 49 anos, o mineiro ocupa a vaga aberta pela renúncia de Bruno Dantas, anunciada no fim de agosto. O cargo é vitalício, com aposentadoria compulsória aos 75 anos, o que dá a Pacheco cerca de 26 anos de atuação possível no tribunal. A chegada dele também devolve à Corte a formação completa, com nove ministros titulares.

Como Rodrigo Pacheco chegou ao TCU em 30 dias

O caminho foi rápido. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), formalizou a indicação em 31 de agosto, mesmo dia em que Dantas comunicou a saída. No dia 1º de setembro, os senadores aprovaram o nome por 63 votos a 4. Na sequência, a Câmara confirmou a escolha por 404 votos favoráveis, 61 contrários e uma abstenção.

Com o aval do Legislativo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou a nomeação na segunda-feira (28). Nesse tipo de vaga, a nomeação presidencial cumpre apenas uma etapa formal depois da decisão do Congresso.

O TCU tem nove ministros. O Congresso escolhe seis. O presidente da República indica os outros três: um entre os ministros-substitutos, um entre integrantes do Ministério Público junto ao tribunal e um de livre escolha, sempre dentro dos critérios previstos na Constituição. Pacheco é o segundo novo integrante de 2026, depois de Odair Cunha, empossado em maio. Somado à Antonio Anastasia e Odair Cunha, Pacheco é o terceiro membro da Corte atual que atuou no Poder Legislativo por Minas Gerais. 

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O que Rodrigo Pacheco disse na posse

O presidente do TCU, Vital do Rêgo, apontou a bagagem legislativa do novo colega como um ganho para a Corte. Segundo ele, a vivência parlamentar ensina como as decisões públicas nascem e quais obstáculos as políticas enfrentam na prática. O ministro Antonio Anastasia seguiu a mesma linha e destacou a habilidade de Pacheco para construir consensos.

No primeiro discurso como ministro, Pacheco falou em responsabilidade constitucional e defendeu o controle externo como guardião do dinheiro público. Para ele, o cidadão espera que os recursos “produzam resultados”. Também afirmou que o diálogo entre instituições as fortalece, em vez de enfraquecê-las.

Nascido em Porto Velho (RO) e criado em Minas Gerais, Pacheco é advogado formado pela PUC Minas, com atuação em direito penal, e já integrou o Conselho Federal da OAB. Elegeu-se deputado federal em 2014 e presidiu a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Chegou ao Senado em 2018 e comandou a Casa e o Congresso a partir de fevereiro de 2021, sendo reconduzido depois. No Legislativo, participou da articulação da PEC da Transição e apresentou propostas sobre inteligência artificial e sobre a atualização do Código Civil.

Renzo Braz assume o Senado por Minas Gerais

Primeiro suplente na chapa de Pacheco em 2018, Renzo Braz tomou posse como senador pelo PP. Ele termina o mandato que vai até fevereiro de 2027. Quem o empossou foi a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que avaliou que o período, embora curto, exigirá decisões importantes e lembrou que grandes matérias ainda chegarão à pauta.

Renzo Braz toma posse como senador por Minas GeraisFonte: Agência Senado
O ex-deputado federal Renzo Braz (PP) tomou posse nesta quarta-feira (30) como senador por Minas Gerais – Crédito: Waldemir Barreto/Agência Senado

Em seu discurso, Braz exaltou o “inestimável legado” de Pacheco à frente do Senado e disse que assume em nome de uma geração que cobra reformas. Afirmou ainda que política só se justifica quando melhora a vida das pessoas e criticou a polarização, que, na avaliação dele, desvia o foco do crescimento do país.

Quem é Renzo Braz, o novo senador mineiro

Renzo do Amaral Braz nasceu em Muriaé (MG), em 11 de abril de 1980. É empresário e administrador, formado pela Universidade Iguaçu (Unig), com especialização em gerência de custos logísticos pela UFRJ. É acionista do Grupo Líder, que atua em veículos e motocicletas, seguros e mobilidade urbana, além de logística, transporte, construção civil e desenvolvimento imobiliário.

A carreira política começou em 2010, quando se elegeu deputado federal com mais de 100 mil votos. Cumpriu mandato entre 2011 e 2015 e voltou à Câmara com quase 110 mil votos. Nesse período, direcionou recursos para obras de infraestrutura e saúde em Minas, apoiou hospitais filantrópicos e votou a favor do teto de gastos e da reforma trabalhista de 2017. Em 2018, a chapa dele, encabeçada por Pacheco, somou 3.616.864 votos.

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