Pai é acusado de sequestrar e matar a própria filha, em SC

Crime teria sido motivado por vingança após condenação por crimes sexuais contra a filha, diz Ministério Público

, em Uberlândia

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou um pai por sequestrar e matar a própria filha, de 17 anos, além de ocultar o cadáver. Segundo a denúncia, o crime teria acontecido em dezembro do ano passado, em vingança à uma condenação criminal por crimes sexuais praticados contra a própria adolescente. Após o homicídio, o acusado teria ocultado o corpo em uma propriedade rural, onde foi encontrado 45 dias depois.

pai é acusado de sequestrar e matar a própria filha
Crédito: Reprodução/ Redes Sociais

A denúncia contra o pai, acusado de sequestrar e matar a própria filha, aponta que o homem teria utilizado um dispositivo de choque para ameaçar e retirar a adolescente de casa a forças, no dia 30 de novembro do ano passado, em Itajaí. 

Segundo a acusação, o homicídio teria acontecido na madrugada do dia seguinte e o pai teria mobilizado a filha com abraçadeiras de plástico e fitas adesivas A denúncia aponta o ato como “emprego de meio cruel e de recursos que dificultaram a defesa da vítima”.

Após o crime, o acusado de sequestrar e matar a própria filha teria transportado o corpo até um sítio de sua propriedade, em Caraá (RS), onde teria ocultado o cadáver em uma zona de mata fechada. O corpo da adolescente foi encontrado apenas 45 dias após o crime, no dia 16 de janeiro de 2026.

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O motivo do crime de sequestrar e matar a própria filha

O MPSC aponta que o homem teria cometido o crime por “motivo torpe”, em vingança por uma condenação criminal anterior, por crimes sexuais praticados contra a própria adolescente. Esta acusação fez com que a denúncia apontasse que o crime foi praticado em contexto de violência doméstica.

“Acompanhamos este caso desde o registro do desaparecimento da adolescente. Foi uma investigação dolorosa, que revelou uma sequência de violências extremamente graves dentro do próprio ambiente familiar”, destacou a promotora de Justiça Micaela Cristina Villain.

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O MPSC enquadrou a conduta nos crimes de sequestro qualificado, feminicídio com agravantes e ocultação de cadáver, com base na Lei Henry Borel. Na denúncia, o órgão solicitou o recebimento da acusação, o envio do réu a julgamento pelo Tribunal do Júri e a fixação de indenização mínima de R$ 100 mil à família da vítima, como forma de reparação pelos danos provocados.