P. Diddy é condenado por transporte para prostituição com base em Lei de 1910
Rapper foi absolvido de crimes mais graves relacionados a tráfico sexual e conspiração para extorsão. A divulgação da sentença ainda não possui uma data
O rapper e empresário norte-americano Sean Combs, conhecido como P. Diddy, foi absolvido das três acusações graves relacionadas a tráfico sexual e conspiração para extorsão pelas quais respondia no julgamento desta quarta-feira (2). O réu, no entanto, foi condenado pelo crime de transporte para fins de prostituição com base em uma lei dos Estados Unidos de 1910. A decisão foi tomada pelo juri após três dias de deliberações.
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Em um dos julgamentos mais comentados envolvendo figuras públicas nos Estados Unidos, P. Diddy, de 55 anos, foi acusado pela promotoria de manipular e ameaçar mulheres com base no poder econômico e na influência na indústria musical que possui. O famoso era conhecido por ser anfitrião de festas polêmicas, nas quais aconteceriam encontros sexuais envolvendo drogas e violência física.
As acusações do rapper tiveram como base os relatos de suas ex-namoradas, uma mulher sob o pseudônimo de “Jane” e a cantora Cassie Ventura, que relatou episódios de violência e coerção sexual durante 11 anos de relacionamento.
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Condenação de P. Diddy
O empresário foi absolvido dos crimes de tráfico sexual e extorsão porque o júri entendeu que não havia provas suficientes para sustentar as acusações, segundo informações do site R7. No entanto, Sean Combs foi condenado pela Lei Mann, promulgada nos Estados Unidos em 1910, que proíbe o transporte de pessoas entre estados para fins de prostituição ou libertinagem.
Ele teria levado mulheres, incluindo companheiras dele e profissionais do sexo, a diferentes locais dos EUA para encontros sexuais pagos. Durante o julgamento, a defesa de P. Diddy afirmou que o rapper mantinha relacionamentos com diversas mulheres e que gravava vídeos íntimos, mas justificou que as interações eram consensuais.
Ainda não há uma data para a divulgação da sentença de Combs. Mas, as penas previstas podem chegar a 20 anos de prisão.