Mulher que ajudou Pâmela Volp em agressões confessa crime e vítima relata traumas após violências

Bethânia Oliveira admitiu participação em tentativa de latrocínio de 2018; caso envolve rede de crimes que ligados a ex-vereadora Pâmela Volp

, em Uberlândia

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Durante audiência de instrução e julgamento realizada nesta terça-feira (28), no Fórum da Comarca de Uberlândia, Bethânia Oliveira confessou participação na tentativa de latrocínio ocorrida em março de 2018. O caso é relacionado à Operação Libertas, que apura a atuação de um grupo criminoso envolvido em extorsões, sequestros e violência contra vítimas na cidade.

Bethânia é acusada de atuar ao lado de outras quatro mulheres no crime, entre elas Pâmela Volp, que já foi condenada em outro processo e segue presa. A audiência não envolveu diretamente Pâmela, mas trata de desdobramentos de crimes conexos.

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O Fórum de Uberlândia realizou nesta quarta-feira (28) audiência envolvendo desdobramentos caso de Latrocínio investigado pela Operação Liberta – Crédito: Google Maps/Reprodução

A vítima do ataque participou da audiência e fez um forte apelo por justiça, revelando as consequências psicológicas que enfrenta desde o crime.

“Trancado dentro de casa, mudando de lugar para outro lugar, vivendo à base de remédios, de convulsão, de ansiedade, depressão. Minha vida mudou da noite para o dia. Minha rotina acabou, eu não consigo trabalhar, eu tenho medo constante de sair na rua”, desabafou.

VEJA TAMBÉM:Pâmela Volp é condenada por tentativa de homicídio dentro da prisão  

Em outro momento, com a voz embargada, continuou:

“Eu espero justiça hoje, porque eu tô cansado. Minha mãe tá sofrendo, eu tentei suicídio, inclusive, no final de semana, de novo, tirar minha vida. Eu não tô suportando mais, a pressão é muito grande. Eu quero que todas, todas as cinco, fiquem no devido lugar delas: na cadeia. Eu quero justiça”, disse.

Outras envolvidas no mesmo esquema criminoso, Paula e Tauana, já foram condenadas por roubo qualificado e extorsão. Ambas podem recorrer da sentença em liberdade. Já Pâmela Volp permanece presa na Penitenciária Pimenta da Veiga.

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Relembre o caso

  • Em março de 2018, uma travesti que havia vindo de Catalão (GO) foi brutalmente agredida em Uberlândia, nas imediações do Motel Vegas, onde fazia ponto.

  • Segundo o Ministério Público, a vítima foi atacada por cinco pessoas, três identificadas e duas não, que chegaram de carro. O grupo desceu agredindo com uma barra de ferro, desferindo um golpe na nuca, seguido de espancamento com chutes e socos. A vítima perdeu a consciência.

  • Após recuperar os sentidos, a vítima chegou a procurar atendimento na UAI Roosevelt, mas estava em estado de pânico e fugiu antes de ser socorrida.

  • Entre as agressoras, segundo o Gaeco, estavam Pâmela Volp — apontada como líder do grupo — e a filha dela, Paula Volp.

  • O caso foi incluído nas investigações da Operação Libertas, conduzida pelo Gaeco, que apura uma rede de crimes envolvendo extorsão, sequestro, associação criminosa e exploração sexual. O esquema seria liderado por Pâmela Volp.

  • Paula e outras acusadas já foram condenadas por crimes conexos, como roubo e extorsão. Pâmela teve a prisão preventiva restabelecida e segue detida.