Mulher é presa após injúria racial contra técnica de enfermagem em hospital de Patos de Minas
Paciente de 59 anos teria admitido aos policiais que utilizou expressão de cunho racial contra a profissional durante atendimento; ocorrência também foi registrada como desacato
Uma mulher de 59 anos foi presa em flagrante pela Polícia Militar após uma ocorrência de injúria racial e desacato na Santa Casa de Misericórdia de Patos de Minas, na manhã de sábado (26). Segundo o registro policial, a paciente teria ofendido uma técnica de enfermagem, de 21 anos, após pedir ajuda para retornar ao leito.

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De acordo com a Polícia Militar, a profissional estava realizando um procedimento com outra funcionária quando foi chamada pela paciente. A técnica informou que não poderia interromper o atendimento naquele momento e que outro funcionário já havia sido acionado para ajudá-la.
Paciente teria se exaltado durante atendimento
Conforme o relato apresentado à PM, a mulher ficou exaltada após receber a resposta e passou a direcionar ofensas à técnica de enfermagem. Entre as expressões utilizadas, segundo a ocorrência, estava uma de cunho racial, usada para atingir a profissional em razão da cor da pele.
Dois funcionários do hospital, ambos de 29 anos, teriam presenciado parte da situação e confirmado aos militares o relato apresentado pela técnica.
Durante o atendimento policial, a paciente admitiu ter utilizado a expressão ofensiva contra a profissional. Ela, porém, negou a existência de outros atritos anteriores com funcionárias da unidade.
Mulher permaneceu internada sob escolta
Diante dos fatos registrados, a mulher recebeu voz de prisão em flagrante pelos crimes de injúria racial e desacato. Segundo a PM, ela foi informada sobre seus direitos constitucionais.
A condução para as demais providências não ocorreu de forma imediata porque a mulher estava internada em razão de uma infecção no joelho e aguardava um procedimento cirúrgico.
Por isso, ela permaneceu no hospital sob escolta da Polícia Militar enquanto eram adotadas as providências de polícia judiciária. Posteriormente, a previsão era de substituição da escolta pela Polícia Penal.
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Santa Casa se manifesta
Em nota, a Santa Casa de Misericórdia de Patos de Minas afirmou lamentar o episódio e repudiou atos de natureza discriminatória.
A instituição também informou que permanecerá à disposição para oferecer o suporte necessário para preservar a segurança e a dignidade dos colaboradores envolvidos.
O caso foi encaminhado para as providências cabíveis pelas autoridades responsáveis.
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