MP de Goiás denuncia síndico por perseguição à desaparecida em Caldas Novas

Caso reforça suspeitas sobre perseguição sistemática no condomínio onde a vítima foi vista pela última vez, em 17 de dezembro

, em Uberlândia

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Cleber Rosa de Oliveira, síndico do prédio onde a corretora Daiane Alves, desaparecida em Caldas Novas, foi vista pela última vez, foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás pelo crime de perseguição. Segundo o apurado, o denunciado tinha discussões frequentes com a vítima, a agrediu com uma cotovelada e sabotava os serviços de água, internet, gás e eletricidade dos apartamentos de Daiane.

Daiane Alves de Souza, desaparecida em Caldas Novas
Daiane está desaparecida desde 17 de dezembro e mistério intriga família – Crédito: Redes Sociais/Reprodução


Daiane Alves administrava apartamentos de sua família no condomínio em que desapareceu. Ainda segundo a denúncia, os desentendimentos entre o síndico e a desaparecida em Caldas Novas começaram em novembro de 2024, quando Daiane alugou um apartamento, de propriedade de sua mãe, para duas famílias, totalizando nove pessoas e ultrapassando o número máximo permitido de hóspedes por unidade.

As investigações do MP-GO apontam que, a partir daí, Cleber passou a perseguir Daiane usando de sua condição de síndico para dificultar qualquer requerimento da corretora ao condomínio. O documento aponta que a discussão entre os dois era frequente, tanto por mensagens quanto presencialmente e, em fevereiro de 2025, o síndico teria agredido a vítima com uma cotovelada.

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Além disso, o síndico passou a monitorar todas as movimentações de Daiane e seus hóspedes pelo condomínio, utilizando câmeras de segurança e enviando mensagens para a irmã da desaparecida em Caldas Novas. 

A denúncia aponta que “há elementos indicativos de que Cleber também sabotava os serviços de água, internet, gás e eletricidade dos apartamentos geridos por Daiane”. O síndico seria responsável por fechar registros, desligar padrões de energia e desconectar cabos. No dia em que a vítima desapareceu, a energia do seu apartamento teria sido cortada.

Em vídeo que circula nas redes soociais,  Daiane Alves aciona uma equipe da Equatorial  para demonstrar que o fornecimento de energia de seu apartamento era interrompido com frequência de forma intencional.

Com base nestes ocorridos, a denúncia é de que Cleber perseguia Daiane, já que “o denunciado ameaçou a integridade física e psicológica” da vítima. O documento ouviu testemunhas próximas à desaparecida em Caldas Novas, e requer que o síndico seja condenado pelo crime de perseguição.

Relembre o caso

No dia 17 de dezembro de 2025, a mãe e a filha de Daiane Alves conversaram pela manhã com a corretora e combinaram que sairiam de Uberlândia até Caldas Novas para se encontrarem no prédio em que ela morava e alugava os apartamentos.

No entanto, o contato foi interrompido ainda naquela noite. “Eu tentei falar com ela várias vezes e o celular já não respondia. Quando cheguei no dia 18, no fim da tarde, fui direto ao apartamento. Abri a porta e ela não estava”, relata Nilse Alves, mãe da corretora.

Dentro do imóvel, tudo indicava que a desaparecida em Caldas Novas havia saído às pressas: óculos de grau deixados para trás, porta aberta, máquina de lavar com o ciclo interrompido e pertences pessoais no local.

Um mês após o desaparecimento da corretora Daiane Alves, novos elementos reforçam que os dias que antecederam o sumiço foram marcados por conflitos constantes com a administração do condomínio onde ela morava, em Caldas Novas (GO).

Um dos pontos que mais angustiam a família são os últimos registros em vídeo. Pouco antes de desaparecer, Daiane Alves gravou mensagens para uma amiga mostrando que o apartamento estava sem energia elétrica. Em seguida, a desaparecida em Caldas Novas aparece no elevador, conversa com o recepcionista e informa que iria até o subsolo para religar o padrão de energia, algo que, segundo a mãe, era comum no prédio.

“Ela saiu sem os óculos, deixou tudo para trás e foi apenas resolver isso. A gente tem cem por cento de certeza do motivo pelo qual ela desceu. O que não sabemos é o que aconteceu depois, porque não há nenhuma imagem dela voltando”, disse a mãe.