Morte ligada a dívida de R$ 50 vai a júri em Uberlândia após 13 anos
Acusado de participar da morte de trabalhador rural será julgado nesta quinta-feira (15), às 13h; Justiça negou novo adiamento após três sessões remarcadas
Dernivaldo Domingos da Silva, acusado de participar da morte do trabalhador rural Raimundo Dantas da Silva, vai a júri nesta quinta-feira (15), às 13h, no Fórum de Uberlândia. O homicídio ocorreu em abril de 2013 e, segundo o Ministério Público, foi motivado por uma dívida de R$ 50.
A Defensoria Pública pediu o adiamento do julgamento, mas o juiz Dimas Borges de Paula, da 3ª Vara Criminal, manteve a data. Na decisão, o magistrado destacou que três sessões anteriores já haviam sido adiadas.
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Júri em Uberlândia é mantido após pedido da defesa
Ao solicitar uma nova data, a Defensoria informou que Dernivaldo responde ao processo em liberdade e não foi localizado. A instituição argumentou que a presença dele é importante para o exercício da defesa e que o adiamento permitiria novas tentativas de encontrá-lo. O pedido também apontou dificuldades para conciliar a atuação dos defensores em outras unidades judiciais com três sessões de júri previstas para datas próximas.
Na decisão de 24 de setembro, o juiz afirmou que outro adiamento prejudicaria a pauta do Tribunal do Júri. Segundo ele, o processo tem tramitação prioritária, e o fórum dispõe de dois salões para atender às sessões de cinco varas, além de outros eventos. O magistrado também considerou que o paradeiro desconhecido do acusado não justificava adiar o julgamento. Para complementar a atuação da Defensoria, nomeou o advogado Robson José de Oliveira como defensor dativo, condicionado à aceitação da nomeação.
Acusação aponta dívida de R$ 50 como motivo do crime
Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Raimundo morreu em 20 de abril de 2013, por volta das 23h30, na Fazenda Veadinho, no km 14 da BR-452, na zona rural de Uberlândia.
A acusação sustenta que Dernivaldo e Lucas Alves Nascimento atingiram a cabeça do trabalhador com um pedaço de caibro. Com base no laudo de necropsia, a denúncia aponta traumatismo cranioencefálico como causa da morte.
O Ministério Público atribui aos acusados homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo a denúncia, eles agiram por causa da dívida de R$ 50 e surpreenderam Raimundo.
Conforme informações divulgadas na época, o patrão do trabalhador comunicou o desaparecimento à Polícia Civil. A investigação chegou aos dois suspeitos, que teriam indicado a localização do corpo, em um matagal a aproximadamente oito quilômetros do local do crime.

Na ocasião, os dois atribuíram um ao outro a autoria da morte.
Justiça separou processos dos acusados
Embora a denúncia original envolvesse Dernivaldo e Lucas, a Justiça separou os processos durante a tramitação. O julgamento marcado para esta quinta-feira é o de Dernivaldo. Além do homicídio, ele respondia por ocultação de cadáver. Em junho de 2026, o juiz reconheceu a prescrição dessa acusação e extinguiu a possibilidade de punição por esse crime.
A decisão manteve a acusação de homicídio, que será analisada pelo júri.
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