Lixo na rua: Câmara aprova multa que pode chegar a R$ 162 mil

Proposta enviada ao Senado estipula punição de até R$ 16 mil para pessoas físicas e sanção de 100 salários mínimos para empresas

, em Uberlândia

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (23), o projeto de lei que estabelece sanções financeiras rigorosas para o descarte irregular de lixo em vias públicas, imóveis urbanos ou rurais. O texto fixa punições que podem chegar ao teto de R$ 16.210 para pessoas físicas e até R$ 162.100 para pessoas jurídicas. A medida, que altera a Política Nacional de Resíduos Sólidos, agora segue para análise do Senado Federal.

Lixo na rua
Lixo eleitoral, como santinhos espalhados após campanhas de 2026, pode ser enquadrado em regra multa por de lixo na rua – Crédito: Elza Fiúza/Agência Brasil

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Multas para lixo na rua avançam no Congresso

A nova legislação estabelece que o valor da multa será calculado de forma proporcional ao volume de lixo descartado e à capacidade econômica de quem cometeu a infração. Os parâmetros definidos são:

  • Pessoa Física: De 1 a 10 salários mínimos (atualmente entre R$ 1.621 e R$ 16.210).
  • Pessoa Jurídica: De 5 a 100 salários mínimos (atualmente entre R$ 8.105 e R$ 162.100).

As sanções para empresas aplicam-se tanto a atividades empresariais diretas quanto a descartes realizados por funcionários durante o exercício do trabalho.

Integração de leis ambientais

O texto aprovado é o substitutivo do relator Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) ao Projeto de Lei 580/22. A proposta modifica a Lei de Crimes Ambientais e a Política Nacional de Resíduos Sólidos para incluir a responsabilidade administrativa e civil sobre o descarte inadequado.

Segundo o autor da proposta, deputado Kim Kataguiri (União-SP), o objetivo é criar um sistema nacional integrado. “A conduta de descartar lixo irregularmente, além de abominável socialmente, gera problemas ambientais graves. Com essa previsão na lei federal, os municípios passam a integrar um sistema mais robusto de fiscalização”, destacou.

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Situações que não serão penalizadas

O texto aprovado prevê exceções. Não estarão sujeitos à multa locais destinados ao manejo e à gestão adequada de resíduos sólidos. Também ficam isentos casos em que o armazenamento ocorre de forma correta, sem oferecer risco à saúde pública ou ao meio ambiente.

Próximos passos

Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa ser analisado e aprovado pelo Senado Federal. Caso passe sem alterações, seguirá para sanção presidencial.

A proposta busca ampliar o rigor das penalidades e incentivar comportamentos mais responsáveis por parte da população e de empresas.