“Lavagem de dinheiro”: Oruam e Marcinho VP são denunciados pelo MPRJ

Investigação do MPRJ aponta estrutura familiar e criminosa para lavar dinheiro do tráfico, com atuação mesmo após décadas de prisão do líder da facção

, em Uberlandia

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Oruam e Marcinho VP foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Além de Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, sua esposa, Marcia Gama Nepomuceno e o filho Mauro Nepomuceno, o Oruam, e outras nove pessoas também foram denunciadas.

Oruam
A promotoria ressalta que Oruam era beneficiário direto, uma vez que recebia dinheiro ilícito e se utilizava da carreira musical para dissimular o dinheiro obtido nas atividades criminosas – Crédito: Reprodução/Instagram

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A ação é resultado de uma operação da Polícia Civil realizada na quarta-feira (29), quando agentes cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão contra os envolvidos. Segundo a 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada, o grupo atuava lavando dinheiro de recursos obtidos com o tráfico de drogas em comunidades cariocas. O rapper Oruam segue foragido da Justiça.

De acordo com a denúncia, Marcinho VP mantém influência ativa dentro da facção Comando Vermelho, mesmo após mais de duas décadas preso. A promotoria afirma que ele segue coordenando estratégias e controlando a movimentação financeira da organização criminosa.

Oruam e Marcinho VP no centro da estrutura familiar

A investigação aponta que o núcleo familiar desempenha papel central no funcionamento do esquema. Marcia Nepomuceno seria responsável pela gestão financeira, recebendo dinheiro em espécie de outros integrantes da facção e administrando o patrimônio acumulado.

Entre os nomes citados estão Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, e Luciano Martiniano, o Pezão. Os valores, segundo o Ministério Público, eram usados para aquisição de imóveis, fazendas e estabelecimentos comerciais, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos recursos.

No caso de Oruam, a denúncia afirma que ele teria sido beneficiário direto do dinheiro proveniente do tráfico. O artista, conforme a investigação, utilizava sua carreira musical como forma de dissimular os ganhos ilegais. Os recursos teriam sido usados para despesas pessoais, viagens, festas e investimentos.

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Divisão em núcleos revela organização estruturada

O Ministério Público detalha que o grupo  de Oruam e Marcinho VP operava de maneira estruturada, dividido em quatro núcleos distintos. O primeiro é o de liderança encarcerada, comandado por Marcinho,  responsável pelas decisões estratégicas e controle financeiro.

O segundo núcleo é o familiar, composto por Marcia, Oruam e Lucas Nepomuceno, que intermediava ordens e administrava bens. Já o terceiro grupo, considerado de suporte operacional, incluía integrantes que atuavam como intermediários na lavagem de dinheiro e na ocultação de patrimônio.

Por fim, o núcleo de liderança operacional reunia nomes que atuavam diretamente nas comunidades, executando atividades ligadas ao tráfico de drogas e repassando parte dos lucros ao grupo central.

As investigações seguem em andamento e a denúncia será analisada pela Justiça, que decidirá os próximos passos do processo.