Juiz manda soltar irmãos envolvidos na morte de corretor em Uberlândia
Decisão judicial retirou agravantes do crime, que passou a ser julgado como homicídio simples; terceiro envolvido na execução do crime ocorrido no bairro Morumbi segue sendo procurado
Os dois irmãos, de 37 e 32 anos, suspeitos de atuarem na morte do professor e corretor de imóveis Mailson Queiroz de Souza, de 48 anos, tiveram as prisões preventivas revogadas na última sexta-feira (08) para aguardarem julgamento em liberdade. O crime aconteceu em outubro de 2025, no bairro Morumbi, em Uberlândia.
Embora o Ministério Público tenha denunciado o grupo por homicídio qualificado (por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima), o juiz revogou os qualificadores e determinou que os réus fossem acusados por homicídio simples.
O magistrado entendeu que, com a mudança na classificação do crime e as penas previstas, não havia mais necessidade da manutenção da prisão preventiva para garantir a ordem pública ou a aplicação da lei.

Segundo informações repassadas à equipe do Paranaíba Mais, os irmãos acusados pelo homicídio do corretor em Uberlândia deixaram o presídio na sexta-feira (08). Foi solicitada confirmação para a Sejusp, que até o fechamento desta matéria não respondeu ao pedido.
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Relembro o caso de homicídio de corretor em Uberlândia
O crime aconteceu na noite de 20 de outubro de 2025, quando Mailson Queiroz de Souza, de 48 anos, foi vítima de uma emboscada na Rua Ingá, no bairro Morumbi, em Uberlândia. O professor e corretor de imóveis estava sozinho em seu veículo, quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta.
De acordo com o Ministério Público, o passageiro da motocicleta efetuou diversos disparos contra a vítima, que foi atingida na região do tórax e morreu no local devido a uma hemorragia aguda. Mailson estava no bairro para buscar sua irmã no momento em que foi surpreendido pelos criminosos.
Os irmãos que foram soltos pelo juiz na sexta-feira (08) foram identificados na época através de câmeras de segurança e presos menos de 24h após o crime. Um deles, de 37 anos, que era educador físico, foi localizado em seu local de trabalho, enquanto o outro, de 32 anos, que atuava como chapa, foi encontrado em sua residência. Um terceiro envolvido no caso, de 31 anos, foi identificado mas segue como foragido.
A motocicleta utilizada no crime, que era produto de roubo, foi abandonada pelos autores no bairro Custódio Pereira durante a fuga.
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Segundo a Polícia Civil, o homidídio de corretor em Uberlândia teria uma motivação passional. Informações do inquérito apontam que Mailson teria descoberto um relacionamento extraconjugal entre sua esposa e o educador físico de 37 anos e passou a ameaçar o profissional pessoalmente e por mensagens de texto.
Diante das ameaças, o educador, apontado como mandante do crime, planejou a execução com o auxílio de seu irmão, de 32 anos. O plano envolveu a divisão de tarefas:
- Educador de 37 anos: Planejou e instigou o crime, coordenando inclusive a fuga dos executores após o homicídio por meio de um carro de aplicativo.
- Irmão, de 32 anos: Organizou a logística e, junto a um terceiro envolvido, executou a ação na motocicleta.
- Executor, de 31 anos, foragido: Identificado como o responsável por disparar a arma de fogo contra o corretor.