Cliente que matou o próprio advogado com 30 tiros é condenado em MG

Crime aconteceu em 2024, quando o condenado realizou uma emboscada e disparou dezenas de vezes contra a vítima, em via publica, por causa de um desentendimento sobre valores de honorários

, em Uberlândia

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Um homem de 39 anos foi condenado a 31 anos de prisão por ter assassinado seu próprio advogado com 30 tiros, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso aconteceu em maio de 2024, quando o autor, que era cliente da víima, fez uma emboscada e a executou em via pública, após um desentendimento sobre o valor dos honorários do profissional.

Ele foi condenado por homicídio duplamente qualificado, em razão de ter dificulado a defesa da vítima com a emboscada, e pelo motivo torpe de vingança que motivou a morte.

cidade de ibirité; Homem matou o próprio advogado
Homem matou o próprio advogado em 2024, em Ibirité – Crédito: R7/Reprodução

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Homem matou o próprio advogado por causa da remuneração que devia à vítima

O crime aconteceu em 27 de maio de 2024, depois do autor contratar os serviços do advogado e se desentenderem por causa do valor dos honorários que a vítima deveria receber. No dia do assassinato, o cliente simulou um encontro em um restaurante no centro da cidade. Ele aguardou o advogado e assim que o avistou caminhando pela calçada, efetuou 30 disparos. O advogado morreu no local.

O condenado já possuía um extenso histórico criminal, incluindo acusações por outros quatro homicídios e envolvimento com o tráfico de drogas. Após a execução, ele fugiu em um carro com placa clonada que foi encontrado carbonizado dois dias depois na BR-262, em Betim.

Ele foi capturado em 20 de julho de 2024, em uma operação na zona rural de Papagaios, no Centro-Oeste de Minas. No momento da prisão, ele estava com a esposa e as filhas. Na residência, a Polícia Civil apreendeu celulares, roupas idênticas às usadas no dia do crime e um documento de identidade falso que o suspeito utilizava para se esconder.

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Advogado já havia trabalhado anteriormente com seu assassino

As investigações revelaram que o criminoso era cliente de longa data da vítima. O advogado não apenas representava o cliente em diversos processos, como também já havia defendido os pais do acusado em ocasiões anteriores.

Além desta condenação, seu histórico inclui sentenças por crimes cometidos em Belo Horizonte, como o duplo homicídio no Conjunto Jatobá em 2018, onde ele atuava como líder do tráfico de drogas ao lado de outros dois comparsas.

Durante o julgamento, presidido pelo juiz Vitor Marcos de Almeida Silva, foram detalhadas as provas, incluindo imagens de câmeras de segurança que flagraram a ação. O autor teve o pedido para recorrer em liberdade negado e sua prisão preventiva foi mantida, em razão do alto risco e seu histórico de fugas.