Caso gari Laudemir: Renê Júnior será julgado em júri popular em BH
Data do julgamento ainda não foi marcada; empresário acusado de matar gari em agosto de 2025 irá responder por homicídio e ameaça
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O caso gari Laudemir assassinado em BH ganha um novo capítulo. A Justiça de Minas Gerais decidiu que o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, será julgado em júri popular. A decisão é da juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Sousa, do 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, e foi proferida nesta quarta-feira (28).
O crime ocorreu em 11 de agosto de 2025 no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte. O empresário de 47 anos se irritou com o caminhão de lixo que realizava a coleta de resíduos na rua quando foi passar de carro pelo local. Renê Júnior teria ameaçado a motorista do veículo e atirado em Laudemir enquanto ele trabalhava.

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Segundo a decisão da juíza, Renê Júnior irá responder pelo homicídio do gari e pelo crime de ameaça, cometido contra a motorista do caminhão de lixo. A decisão ainda mantém a prisão preventiva do acusado e determina a manutenção da publicidade dos atos processuais, negando o pedido de sigilo feito pela defesa.
A data do julgamento ainda não foi marcada, visto que a decisão está sujeita a recurso. Após a fase de recurso, se a pronúncia for mantida em Segunda Instância, o júri popular será marcado.
As audiências de instrução do caso ocorreram nos dias 25 e 26 de novembro do ano passado. Foram ouvidos os depoimentos de testemunhas de acusação e de defesa. Anteriormente naquele mês, a juíza Ana Carolina já havia suspendido o segredo de Justiça sobre o processo.
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Relembre o caso gari Laudemir
Renê Júnior confessou ter disparado contra o gari Laudemir Fernandes, 44, em um depoimento no dia 11 de agosto, em Belo Horizonte. A confissão veio após o laudo balístico apontar que o tiro que matou a vítima saiu da arma que o empresário transportava no carro.
O gari foi morto enquanto trabalhava no bairro Vista Alegre, no dia 11 de agosto. Renê Júnior foi passar pela rua onde os trabalhadores estavam e se irritou com a passagem do caminhão de lixo pela via. Segundo testemunhas, Laudemir foi morto tentando defender a motorista do caminhão, que era ameaçada pelo empresário.
O empresário é acusado de homicídio triplamente qualificado (por motivo fútil, com recurso que dificultou a defesa da vítima e perigo comum), porte ilegal de arma de fogo, ameaça – contra a motorista do caminhão – e fraude processual, por tentar trocar a arma do crime.