Caso cão Orelha: exumação do corpo do animal é autorizada pela Justiça
Cachorro foi espancado na Praia Brava, em Florianópolis, no início do ano; pedido do MPSC encontrou inconsistências nas investigações do caso
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O corpo do cão Orelha, morto após agressões na Praia Brava, em Florianópolis (SC), será exumado para uma nova perícia técnica da Polícia Científica. A autorização foi feita pela Justiça a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

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A manifestação do MPSC ocorreu na última segunda-feira (9), após análise do órgão do inquérito policial e dos boletins de ocorrência circunstanciados. O Ministério Público identificou inconsistências nas investigações conduzidas pela polícia e solicitou a realização de diligências complementares para aprofundar as investigações.
A promotoria também busca esclarecer se houve intimidação das testemunhas que relataram ameaças durante as investigações policiais da morte do cão Orelha. Para isso, foram solicitados novos depoimentos. A Polícia Civil ainda não divulgou detalhes sobre as novas diligências para garantir a integridade dos procedimentos investigativos.
Relembre caso do cão Orelha
O Cão Orelha foi vítima de um ataque na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, na Praia Brava, no Norte da Ilha. Laudos da Polícia Científica indicam que ele sofreu um golpe contundente na cabeça, possivelmente causado por um chute ou por algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa. Populares conseguiram resgatá-lo no dia seguinte, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu em uma clínica veterinária.
A Polícia Civil de Santa Catarina finalizou, na terça-feira (3), a investigação sobre a morte do Cão Orelha e maus-tratos ao Cão Caramelo, em Florianópolis. Com a conclusão do inquérito, quatro adolescentes foram representados pelo caso Caramelo e a polícia pediu a internação de um adolescente envolvido no caso Orelha. Além disso, três adultos foram indiciados por coação a testemunhas.
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Adolescente foi apontado como causador da morte de Orelha
Para identificar o responsável, a Polícia Civil analisou mais de mil horas de imagens de 14 câmeras na região, ouviu 24 testemunhas e investigou oito adolescentes suspeitos. Entre as evidências coletadas estavam a roupa usada pelo agressor, registrada nas filmagens, e informações de localização obtidas com um software francês.
Segundo a apuração, o adolescente deixou o condomínio da Praia Brava às 5h25 e retornou às 5h58 com uma amiga, informação que entrou em contradição com seu depoimento, no qual afirmou ter permanecido na piscina do local. As imagens e relatos de testemunhas confirmaram que ele estava fora do condomínio naquele período.
No mesmo dia em que a Polícia identificou os suspeitos, o adolescente viajou para o exterior, permanecendo fora do país até 29 de janeiro, quando foi interceptado no aeroporto. Durante sua chegada, um familiar tentou ocultar um boné rosa e um moletom que estavam com ele, itens que se mostraram importantes para a investigação. O adolescente acabou admitindo que já possuía o moletom, usado no dia do ataque ao Cão Orelha.
