Audiência de Pâmela Volp sobre lesão corporal na penitenciária é adiada por um ano
Sessão judicial seria sobre o caso da agressão de um detento na Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga a mando de Volp
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A audiência de instrução e julgamento da ex-vereadora de Uberlândia, Pâmela Volp Rodrigues Cardoso, que aconteceria na tarde desta quarta-feira (6), foi reagendada para daqui a um ano, em 6 de agosto de 2026. A sessão judicial é referente ao caso de lesão corporal grave e constrangimento ilegal de um detento na Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga, em maio de 2022.
Segundo a advogada da ex-vereadora, Fabiane Martins, a audiência foi redesignada porque houve uma mudança no juiz responsável pelo caso. A nova juíza que irá se apossar do processo solicitou pela mudança da data, para se readequar às pautas judiciais.
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Atualização: Nesta quinta-feira (7), a defesa de Pâmela Volp Rodrigues Cardoso afirmou, por meio de nota, que a cliente está sendo acusada sem provas e que a denúncia do Ministério Público se baseia apenas na palavra da suposta vítima. A advogada Fabiane Fernandes Martins declarou ainda que a audiência foi remarcada para agosto de 2026 e que, na ocasião, testemunhas serão ouvidas. A defesa nega qualquer envolvimento de Pâmela nos crimes investigados e diz que ela permanece “serena e combativa”.
Confira na íntegra a nota no fim da matéria.
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O caso
Em maio de 2022, dois detentos, a mando de Pâmela Volp, agrediram um homem com socos na boca e chutes nas pernas dentro da penitenciária. A vítima teve ferimentos graves, como a perda de dois dentes e dificuldade para mastigar.
As investigações apontaram que Volp criou um tipo de “teste de orientação sexual” para os novos presos do pavilhão LGBTQIAP+. A ex-vereadora tentava forçar os detentos a terem relações sexuais. Quem se recusava a participar era punido com violência.
A vítima agredida a mando de Volp havia recebido um bilhete da ré, exigindo que ele fizesse o “teste” para comprovar sua orientação sexual. A mensagem determinava o local, horário e com quem ela deveria ter a relação sexual. No entanto, a vítima não aceitou, afirmando que tinha um relacionamento amoroso fora da prisão.
Segundo o relato da vítima, Pâmela Volp a ameaçou e, no dia seguinte, foi espancada por dois detentos.
O que diz a defesa de Pâmela Volp
Em nota, enviada anteriormente ao adiamento da audiência desta quarta-feira (6), a advogada Fabiane Martins informou que estava indignada com a denúncia do Ministério Público. Veja abaixo na íntegra:
“Com nossos cordiais cumprimentos, viemos por meio desta nota apresentar a nossa indignação quanto à denúncia do Ministério Público Estadual, pelo seu órgão especial Gaeco, face à nossa constituída, Sra. Pâmela Volp Rodrigues Cardoso, que está sendo acusada, sem qualquer elemento probatório, de ser a mandante de um crime de lesão corporal grave e constrangimento ilegal face à suposta vítima.
Hoje, dia 06 de agosto de 2025, teremos a audiência de instrução e julgamento para encerrar a instrução criminal. E é nesta oportunidade que as testemunhas arroladas pelo Gaeco e pela defesa serão interrogadas e haverá o contraditório. Acreditamos que, desta feita, restará indubitavelmente demonstrada a ausência de elementos probantes para a autoria dos crimes aqui em apuração em relação à nossa constituída.
Toda a denúncia se fundamenta na palavra única e exclusiva da vítima, não havendo qualquer elemento de prova que coadune com a versão por ela apresentada. E acredita a defesa que interesses escusos fizeram com que a vítima colocasse a culpa na Sra. Pâmela Volp.
A defesa resta serena e combativa quanto a todas as arbitrariedades que se fizeram à imagem da Sra. Pâmela, bem como a todos os crimes que lhe foram imputados sem qualquer meio de prova que lhe assegure uma condenação justa.
Nos colocamos à disposição para quaisquer esclarecimentos.”
Confira a nova nota na íntegra:
Com nossos cordiais cumprimentos, viemos por meio desta apresentar a nossa indignação quanto à denúncia do Ministério Público Estadual pelo seu órgão especial GAECO face a nossa constituída, sra. Pâmela Volp Rodrigues Cardoso, que está sendo acusada sem qualquer elemento probatório de ser a mandante de um crime de lesão corporal grave e constrangimento ilegal face à suposta vítima Victor Guilherme.
A audiência de instrução e julgamento foi redesignada para o dia 06 de agosto de 2026, às 13h, para readequação da pauta de julgamentos da juíza que recentemente assumiu a Vara, e a defesa aguarda este momento com ansiedade, pois é nesta oportunidade que as testemunhas arroladas pelo GAECO e pela defesa serão interrogadas e haverá o contraditório. Acreditamos que desta feita restará indubitavelmente demonstrada a ausência de elementos probantes para a autoria dos crimes aqui em apuração em relação à nossa constituída.
Toda a denúncia se fundamenta na palavra única e exclusiva da vítima, não havendo qualquer elemento de prova que coadune com a versão por ela apresentada. E acredita a defesa que interesses escusos fizeram com que a vítima colocasse a culpa na sra. Pâmela Volp.