Acusado de matar Vanessa Jussara responderá por feminicídio triplamente qualificado
Romário dos Santos Cruz pode pegar até 40 anos de prisão, além de uma indenização de R$ 50 mil à família de Vanessa, que deixa duas filhas; crime foi em 2025
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Romário dos Santos Cruz, acusado de matar Vanessa Jussara em outubro de 2025, passou por audiência nesta segunda-feira (23). Ele foi pronunciado por feminicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, podendo pegar até 40 anos de prisão e pagar uma indenização de R$ 50 mil à família de Vanessa, que deixa duas filhas.
Durante a audiência de instrução, foram ouvidos irmã, filha e padrasto da vítima, além de investigadores da Polícia Civil. Agora, a Justiça aguarda o prazo legal para saber se a defesa do réu irá recorrer da decisão de pronúncia. Caso não haja recurso, o Tribunal do Júri será agendado e Romário será levado a juri popular.
As qualificadoras do crime, aceitas pelo juiz, foram:
- Motivo fútil (ciúmes);
- Recurso que impossibilitou a defesa da vítima (asfixia inesperada);
- Crime cometido contra mãe de menor de idade.
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Relembre o crime que tirou a vida de Vanessa Jussara
Vanessa Jussara, de 38 anos, que atuava como motorista de aplicativo, desapareceu na madrugada do dia 5 de outubro de 2025. O carro dela, um Renault Sandero branco, foi localizado em uma rua do bairro Dom Almir, sem sinais da motorista.
Romário dos Santos Cruz, de 35 anos, foi considerado o principal suspeito do crime; os dois mantinham um relacionamento. Segundo invetigação da Polícia Civil e Ministério Público, no dia em que desapareceu, Vanessa teria ido até a casa do suspeito, onde discutiram por ciúmes.
Romário estrangulou a vítima com as mãos e, posteriormente, utilizou uma corda de varal para finalizar o crime. O acusado escondeu o corpo de Vanessa no porta-malas do carro que ela usava para trabalhar e abandonou em uma mata entre a região do bairro Jardim Ipanema e o Parque Estadual do Pau Furado, na zona rural de Uberlândia.
Depois, deixou o automóvel numa rua do bairro Dom Almir e voltou a pé para casa. O veículo foi localizado pela polícia. Mesmo já sendo considerado suspeito, o homem manteve contato próximo com os parentes da vítima, chegou a visitá-los nos últimos dias e até se sentou à mesa com eles uma noite antes do corpo de Vanessa Jussara ser encontrado.
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Após o homicídio, o suspeito tentou criar álibi enviando mensagens e áudios simulando preocupação com o desaparecimento de Vanessa. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele manobra o carro da vítima, confirmando que ela já estava morta.