Bombardeios israelenses deixam mais de 400 mortos em Gaza
Bombardeios rompem cessar-fogo e intensificam crise; premiê promete guerra até alcançar objetivos
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Mais de 400 pessoas, em sua maioria civis, perderam a vida nesta terça-feira (18) em uma série de ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza, que marcaram o fim de um cessar-fogo com o Hamas.
Os bombardeios, que ocorreram pela manhã, atingiram diversas áreas do território palestino, deixando um rastro de destruição e agravando a crise humanitária já classificada como “catastrófica” pela ONU.

Autoridades locais reportam que o número de vítimas pode aumentar, com hospitais sobrecarregados e falta de suprimentos básicos.
Horas após a ofensiva, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez um pronunciamento televisionado desde o quartel-general militar em Tel Aviv.
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“Este é apenas o começo”, declarou, em um recado direto ao Hamas, prometendo intensificar a guerra até que os objetivos de destruir as capacidades militares do grupo e libertar reféns sejam cumpridos.
“A pressão militar é essencial para trazer nossos reféns de volta; esses objetivos estão interligados”, afirmou Netanyahu, justificando a retomada das operações com força total.

O conflito, que escalou em 2023 após um ataque do Hamas que matou 1.200 israelenses, voltou a ganhar intensidade com incursões terrestres e bombardeios aéreos.
O Hamas, que não reconhece Israel como Estado, mantém dezenas de reféns desde então. A nova onda de violência deslocou ainda mais a população de Gaza, enquanto organizações humanitárias alertam para a disseminação de doenças e a escassez de alimentos e medicamentos.