Uberlândia garante mais de R$ 125 milhões para obras contra enchentes
Recursos do FGTS de mais de R$ 125 milhões via Novo PAC vão financiar drenagem em bairros críticos e construção de reservatórios na cidade
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Uberlândia vai receber mais de R$ 125 milhões em investimentos para obras contra enchentes. Os recursos foram aprovados pelo Ministério das Cidades por meio da Portaria nº 299, publicada nesta semana, dentro do Novo PAC, com financiamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Ao todo, cinco propostas do município foram selecionadas para contratação de operações de crédito voltadas ao manejo de águas pluviais. As intervenções contemplam diferentes regiões da cidade e somam R$ 125.478.907,12.

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O maior investimento, de cerca de R$ 65,9 milhões, será destinado à implantação de redes de drenagem em oito sub-bacias do Córrego Lagoinha, abrangendo áreas consideradas críticas nos bairros Santa Mônica, Santa Luzia, Pampulha e Carajás.
Outro projeto relevante prevê a execução de rede de drenagem na sub-bacia Geraldo Abrão, no bairro Granada, com aporte de R$ 12,5 milhões. Já no bairro Morumbi, duas intervenções vão contemplar os loteamentos Maná e Zaire Rezende, com investimentos que somam aproximadamente R$ 24,5 milhões.
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Demais obras contra enchentes
Também está prevista a implantação de dois reservatórios de detenção ao longo do Córrego Mogi, com recursos de R$ 22,4 milhões. A proposta busca reduzir o volume de água em períodos de chuva intensa e minimizar riscos de alagamentos em áreas a jusante.
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De acordo com a portaria, os projetos fazem parte do processo seletivo para financiamento de ações de saneamento voltadas ao manejo de águas pluviais, destinadas a municípios. A formalização dos contratos ainda dependerá do cumprimento de etapas técnicas e administrativas, que serão regulamentadas pelo Governo Federal.
As obras têm como objetivo ampliar a capacidade de drenagem da cidade, reduzir pontos de alagamento e melhorar a infraestrutura urbana em regiões historicamente afetadas por enxurradas.
Um problema antigo, agora mapeado
Em fevereiro, o secretário de Infraestrutura, Guilherme Marques, contou ao Paranaíba Mais que a atual gestão decidiu, antes de executar qualquer obra, entender tecnicamente o problema. Logo no primeiro ano de mandato do prefeito Paulo Sérgio, a Prefeitura contratou uma empresa especializada em engenharia hidráulica para estudar toda a bacia de contribuição da Rondon Pacheco.
O diagnóstico revelou que mais de 50 quilômetros quadrados de áreas urbanas, incluindo córregos, bairros e avenidas, despejam grandes volumes de água em um sistema de drenagem que não consegue absorver tudo ao mesmo tempo. “O desafio não é só a quantidade de água que chega, mas a velocidade com que ela chega. Quando o sistema recebe mais do que consegue escoar, o alagamento acontece”, explicou o secretário.
Veja como fica a avenida:
Por que somente ampliar galerias não resolve o problema da Rondon Pacheco
Uma das conclusões técnicas do estudo foi que construir mais galerias ao longo da Rondon não seria viável. Além do alto custo e do impacto urbano, acelerar o escoamento levaria ainda mais água para o Rio Uberabinha, agravando alagamentos em outros pontos da cidade, à jusante do antigo córrego São Pedro, canalizado para a construção da avenida na década de 1970.
A solução, portanto, não é fazer a água passar mais rápido, mas segurá-la temporariamente.