Minas e Praia Clube decidem a Superliga em clássico que domina o vôlei brasileiro
Rivalidade entre Belo Horizonte e Uberlândia domina o cenário nacional e volta a decidir o título neste domingo, no Ibirapuera
-
Minas e Praia Clube disputam, no próximo domingo (3), a final da Superliga Feminina 2025/26, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. O confronto, conhecido como “Clássico Pão de Queijo”, reúne as equipes que dominam o vôlei nacional nos últimos anos.
Para entender o peso da decisão, é necessário observar o histórico recente: Minas e Praia transformaram a final da competição em um duelo recorrente, consolidando a hegemonia mineira no cenário nacional.
📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp

O início da hegemonia
A sequência começou na temporada 2018/19. Na ocasião, o Minas venceu o Praia Clube em uma série equilibrada, com triunfo por 3 sets a 2 no Mineirinho e 3 a 1 no Sabiazinho.

A decisão marcou o início de uma rivalidade frequente nas finais e redefiniu o protagonismo no vôlei feminino brasileiro.
Manutenção do domínio
O domínio mineiro se manteve durante a pandemia. Na temporada 2020/21, disputada em Saquarema, o Praia Clube saiu em vantagem na melhor de três ao vencer por 3 sets a 1. Porém, o Minas conquistou o bicampeonato após empatar e virar a série contra o rival na final por 3 sets a 2.

Em 2021/22, a equipe garantiu o tricampeonato consecutivo na Capital Federal, com duas vitórias por 3 sets a 1, ampliando a sequência de títulos.

Reação do Praia e novo título do Minas
Na temporada 2022/23, o Praia Clube interrompeu a sequência do rival. Em jogo único, no Sabiazinho, venceu por 3 sets a 0 e conquistou o segundo título da Superliga.

No ano seguinte (2023/24), o Minas retomou o protagonismo ao vencer a final em Recife por 3 sets a 1.

Mudanças e personagens da rivalidade entre Minas e Praia Clube
A rivalidade também se intensificou com a movimentação de atletas entre os clubes. Um dos principais exemplos é a levantadora Macris Carneiro, que construiu trajetória no Minas, conquistando três edições de Superliga (2018/19, 2020/21 e 2021/22). Atualmente defende o Praia Clube.
Ela chega à decisão como peça central na tentativa de encerrar a sequência negativa diante da ex-equipe.
Recorte da temporada 2025/26
Na atual temporada, no confronto entre Minas e Praia Clube, o time da capital mineira leva vantagem no confronto direto. A equipe venceu os cinco jogos disputados contra o rival, feito inédito no histórico do duelo em um mesmo ano.
O encontro mais recente ocorreu na semifinal da Copa Brasil, em Londrina. O Praia venceu o primeiro set, único conquistado contra o rival na temporada, mas sofreu a virada e perdeu por 3 sets a 1. Na final, o Minas ficou com o vice-campeonato após derrota para o Osasco.

Antes disso, o Minas também venceu o Praia na Copa Brasília, na final do Campeonato Mineiro e nos dois confrontos pela Superliga, todos por 3 sets a 0.
O retrospecto indica vantagem do Minas, enquanto o Praia tenta encerrar a sequência negativa na decisão.
LEIA MAIS! Praia Clube vence Flamengo e vai para final da Superliga Feminina
Histórico mais longo
Em um recorte amplo, Minas e Praia Clube se enfrentaram em 30 finais desde 2013, com 18 vitórias do time de BH e 12 do time uberlandense.
Destaques individuais
A final reúne atletas de destaque no cenário nacional e internacional.
Pelo Minas, a central Thaisa, bicampeã olímpica (2008 e 2012), lidera a rede ao lado de Julia Kudiess, que soma 112 pontos de bloqueio na Superliga.

No ataque, a canadense Hilary Johnson é a principal pontuadora da equipe, com 382 pontos.
No Praia Clube, a central Adenízia, campeã olímpica em 2012, registra 97 pontos de bloqueio e 348 pontos totais. No ataque, a norte-americana Payton Caffrey soma 378 pontos e é uma das principais referências ofensivas.

Decisão no Ibirapuera
A final entre Minas e Praia Clube será disputada em jogo único, em quadra neutra, no Ginásio de Ibirapuera.
O Minas busca manter a sequência positiva no confronto direto. Já o Praia Clube tenta reverter o retrospecto recente e conquistar o título.
Independentemente do resultado, a decisão reforça o protagonismo de Minas Gerais no vôlei feminino brasileiro.
