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Com apenas 10 anos, menino de Uberlândia surpreende na natação paralímpica e sonha competir no exterior

Nascido com uma má-formação na coluna e na medula espinhal, João Pedro Dutra aprendeu a nadar sozinho, ganhou prêmio de atleta revelação e sonha disputar competições internacionais

, em Uberlândia

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Aos 10 anos, João Pedro Dutra já coleciona conquistas no esporte e chama a atenção pela força nos braços. Morador de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, o menino com deficiência motora nas pernas se destaca na natação paralímpica e no halterofilismo, modalidades nas quais busca superar desafios e realizar o sonho de competir fora do Brasil.

Nascido com uma má-formação congênita na coluna vertebral e na medula espinhal, João Pedro encontrou no esporte uma forma de desenvolver suas habilidades, ganhar autonomia e participar das atividades com outras crianças.

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João pedro na natação paralímpica
João Pedro, com apenas 10 anos, já se destaca na natação e no halterofilismo paralímpico em Uberlândia – Créditos: R7/Reprodução

Menino de Uberlândia aprendeu a nadar sozinho

A relação de João Pedro com a água começou antes dos treinos formais. Ele aprendeu a nadar sozinho e, em março deste ano, começou a treinar natação paralímpica. A força nos braços logo chamou a atenção do treinador.

O talento já rendeu reconhecimento. Em 2025, o menino recebeu o prêmio de atleta revelação da natação na escola em que pratica a modalidade, em Uberlândia.

Na piscina, ele utiliza principalmente os braços para se deslocar, já que tem os movimentos das pernas comprometidos. Fora dela, também encontra maneiras de acompanhar os amigos nas brincadeiras.

A velocidade é uma de suas preferências. Com o skate, João Pedro consegue participar de jogos como pega-pega e esconde-esconde. Em casa, ainda gosta de mostrar suas habilidades e brincar com a irmã, Júlia.

João Pedro Dutra nasceu com uma má-formação congênita na coluna vertebral e na medula espinhal – Créditos: R7/Reprodução

Diagnóstico durante a gravidez mudou a rotina da família

A má-formação foi descoberta quando Vanessa da Silva, mãe de João Pedro, estava no quinto mês de gestação. Segundo ela, receber a notícia foi um momento difícil, agravado pela falta de informação sobre a condição.

“Você acha que aquele laudo ali é terminal, mas não é. É apenas uma etapa que ele vai desenvolvendo, que ele vai melhorando”, relata Vanessa ao relembrar o diagnóstico.

Desde a infância, a família incentiva João Pedro a se movimentar e a praticar atividades físicas. O apoio ajudou o menino a explorar suas possibilidades e a desenvolver habilidades que hoje se refletem no esporte.

Família busca melhorar a qualidade de vida do atleta

João Pedro iniciou recentemente um tratamento com células-tronco no Paraguai. A família busca melhorar sua qualidade de vida e aumentar suas possibilidades de desenvolvimento.

Vanessa também defende avanços na legislação brasileira sobre esse tipo de tratamento. Segundo ela, a necessidade de viajar para outro país representa um custo elevado para a família.

A expectativa é que a evolução do menino dê condições de participar mais vezes em competições e abrir novas oportunidades no esporte.

Sonho é disputar competições internacionais

Apesar da pouca idade, João Pedro já pensa longe. Entre seus objetivos estão participar de competições escolares e internacionais, conhecer outros países e continuar evoluindo como atleta.

Quando perguntado sobre o destino que gostaria de conhecer, ele não hesita: o Egito.

Com o apoio da família e a dedicação aos treinos, o garoto de Uberlândia segue construindo sua trajetória na natação paralímpica e no halterofilismo, com os olhos voltados para novas conquistas.

Assista a reportagem na íntegra

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