Trabalhadores da rede estadual mantêm greve após assembleia
Com paralisação mantida pela categoria, escolas da rede estadual em Uberlândia registram cenários distintos; movimento pede recomposição salarial e mudanças na política educacional
Trabalhadores da educação da rede estadual decidiram manter a greve em Minas Gerais após assembleia realizada na quarta-feira (11), no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte (MG). A paralisação começou na última quarta-feira (4) e reúne profissionais que cobram reposição salarial e outras reivindicações ligadas às condições de trabalho e à estrutura da educação pública.
Em Uberlândia, algumas escolas registram paralisação parcial de professores, enquanto outras mantêm as aulas após reorganização interna.

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Entre os principais pontos apresentados pela categoria está o pedido de 41,83% de recomposição salarial, índice que, segundo os trabalhadores, corresponde às perdas acumuladas entre 2019 e 2025 durante a gestão do governador Romeu Zema.
Mobilizações e novos atos estão previstos
Durante a assembleia, o comando de greve também aprovou um calendário de mobilizações para os próximos dias.
Entre as ações previstas estão atividades locais de mobilização em defesa da educação, além de um ato público em Belo Horizonte e uma audiência pública para discutir a campanha salarial da categoria.
Uma nova assembleia também foi marcada para avaliar os próximos passos do movimento.
Trabalhadores da rede estadual cobram reajustes
A pauta da campanha salarial inclui, além da recomposição salarial, a aplicação do reajuste previsto em portaria do Ministério da Educação, a correção de valores devidos a profissionais e a ampliação de direitos para servidores ativos, contratados e aposentados.
Outra reivindicação apresentada pelo sindicato da categoria é a suspensão de projetos de terceirização e privatização de escolas estaduais, incluindo um leilão previsto para unidades da rede pública.
Situação das escolas em Uberlândia
A paralisação de servidores da educação já passa de uma semana e provoca mudanças no funcionamento de unidades estaduais de Uberlândia. Com a continuidade, o funcionamento das escolas pode variar conforme a adesão de profissionais em cada unidade.
Embora o movimento grevista tenha começado na quarta-feira (4), o impacto nas escolas ainda não é uniforme. Algumas escolas registram paralisação parcial, enquanto outras retornam com as aulas normalmente após reorganização interna, segundo apuração realizada pelo Paranaíba Mais.
Na Escola Estadual José Ignacio, o supervisor Vinícius Godoi afirmou que a unidade conseguiu manter as atividades com ajustes na rotina. “A gente faz uma escala um pouco diferente dentro da semana para adequar. Os alunos acabam tendo um ou dois horários a menos em alguns dias, mas seguimos um calendário que precisa ser cumprido”, explicou.
Segundo ele, reuniões pedagógicas e registros exigidos pelo estado continuam sendo realizados. “Cada escola acaba lidando de uma forma diferente. Aqui conseguimos manter as atividades porque o número de profissionais que aderiram é baixo”, disse.
Já a Escola Estadual Custódio da Costa Pereira informou em comunicado que as aulas foram retomadas normalmente.
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O que diz a Secretaria de Educação
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais informou que acompanha o movimento e monitora a adesão nas escolas da rede estadual.
Segundo a pasta, as unidades seguem orientadas a registrar as ocorrências administrativas e manter o acompanhamento das atividades pedagógicas com apoio das Superintendências Regionais de Ensino.
Ainda de acordo com a secretaria, caso alguma atividade pedagógica seja interrompida, as escolas deverão reorganizar o calendário escolar para garantir o cumprimento da carga horária anual prevista na legislação.
A pasta afirmou também que as medidas devem preservar os direitos dos estudantes e seguir os procedimentos administrativos previstos para esse tipo de situação.