Paralisação pode afetar escolas estaduais a partir desta quarta (4)
Paralisação foi aprovada em assembleia no dia 26; nesta segunda (2), chefe do Executivo divulgou recomposição de 5,4% para servidores
A partir desta quarta-feira (4), escolas estaduais de Minas Gerais podem ficar sem aulas. A decisão de paralisação foi tomada em assembleia da categoria realizada na última quinta-feira (26) e atinge várias cidades, incluindo Uberlândia, Uberaba, Ituiutaba e Araguari.

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Após a confirmação da greve pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG), o governador Romeu Zema (Novo) informou que enviará à Assembleia Legislativa projetos prevendo recomposição salarial para os servidores estaduais.
Paralisação por período indeterminado
A decisão de paralisação das atividades foi tomada em assembleia geral dos trabalhadores no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte, na última quinta-feira (26). Segundo o Sind-UTE/MG, a greve será por tempo indeterminado. A categoria reivindica reajuste de 41,83%, índice que, conforme o sindicato, corresponde às perdas salariais acumuladas entre 2019 e 2025. Também cobra a aplicação integral do piso nacional do magistério para 2026, fixado em R$ 5.130,63 pelo Ministério da Educação.
De acordo com a coordenadora-geral do sindicato, Denise de Paula Romano, a medida é uma resposta à defasagem salarial. “A partir do dia 4 de março, as escolas estaduais estarão fechadas. Professores e funcionários da educação pública estarão em greve por tempo indeterminado”, afirmou.
Governo anuncia recomposição de 5,4%
Nesta segunda-feira (2), após a decisão da assembleia, o governador anunciou reajuste geral de 5,4% para os servidores públicos estaduais. Segundo ele, o percentual também garante o pagamento do piso nacional do magistério definido pelo governo federal. O chefe do Executivo afirmou que desde 2019 o Estado passou por reorganização financeira e que agora é possível conceder a recomposição.
Sindicato mantém paralisação
Em nota divulgada após a fala do governador, o Sind-UTE afirmou que a greve está confirmada.
Segundo a entidade, o reajuste de 5,4% já vinha sendo reivindicado desde janeiro de 2026 e deveria ter sido encaminhado à Assembleia Legislativa no início do ano legislativo. O sindicato também destacou que o índice foi estabelecido por medida provisória do Governo Federal em janeiro e não contempla, segundo a categoria, as perdas acumuladas ao longo dos últimos anos.
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Além da questão salarial, o sindicato incluiu na pauta o fim do leilão de escolas públicas e outras demandas relacionadas às condições de trabalho.
A entidade informou ainda que aguarda a abertura de negociação com o Governo Estadual para tratar dos demais pontos reivindicados, inclusive reajustes referentes a anos anteriores.