Alunos da UFMG vão para China com tudo pago em intercâmbio de mandarim e robótica

Viagem de 15 dias inclui atividades em Wuhan e Pequim, com aulas de idioma, imersão cultural e visitas a laboratórios de tecnologia de ponta; programa é financiado pelo Instituto Confúcio

, em Uberlândia

Dois estudantes do Colégio Técnico da Universidade Federal de Minas Gerais (Coltec UFMG), Arthur Augusto Lara Matos e Miguel Ângelo Rodrigues de Araújo, embarcam no dia 3 de julho para um intercâmbio de 15 dias na China. A iniciativa integra o projeto “Mandarim no Coltec e Summer School”, coordenado pelo Instituto Confúcio, e prevê atividades acadêmicas e culturais nas cidades de Wuhan e Pequim. A viagem foi viabilizada por seleção baseada em desempenho acadêmico e proficiência em mandarim, além de participação em eventos internacionais do idioma.

Alunos da UFMG
Coltec UFMG envia estudantes para China em viagem de 15 dias com curso de mandarim – Crédito: UFMG/Divulgação

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Seleção e participação no programa

Os estudantes foram escolhidos dentro do projeto “Mandarim no Coltec e Summer School”, iniciativa existente desde 2013 que oferece formação em língua chinesa a alunos da UFMG.

A seleção considerou o desempenho acadêmico, o nível de proficiência em mandarim e a participação em atividades avaliativas do programa, incluindo a última edição do Chinese Bridge, competição internacional voltada à proficiência no idioma e conhecimentos culturais da China.

Além de Arthur e Miguel, a comitiva da UFMG contará com o estudante de graduação em Física e também aluno de mandarim no Instituto Confúcio, Enzo Morrison Figueiredo Costa Jorge. A professora Fernanda Peçanha Carvalho acompanhará o grupo durante toda a viagem.

Roteiro inclui Wuhan e Pequim

O intercâmbio será dividido entre duas cidades chinesas com perfis acadêmicos e culturais distintos.

Em Wuhan, os estudantes ficarão hospedados na Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong (HUST). No local, participarão de cursos intensivos de mandarim e terão acesso a atividades em laboratórios de pesquisa, incluindo espaços dedicados ao desenvolvimento de robôs humanoides.

A programação também inclui visitas a centros tecnológicos ligados ao ecossistema digital chinês, entre eles o laboratório associado ao desenvolvimento do WeChat, aplicativo amplamente utilizado no país para mensagens, pagamentos e serviços digitais integrados.

Já em Pequim, o foco será a imersão cultural, com visitas técnicas a patrimônios históricos como a Cidade Proibida e a Muralha da China, além de atividades educativas sobre história e tradição chinesa.

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Tecnologia, idioma e imersão acadêmica

A proposta do intercâmbio combina aprendizado intensivo da língua, contato com centros de inovação tecnológica e vivência cultural estruturada.

A Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong é reconhecida na China por pesquisas em engenharia, automação e robótica, áreas que fazem parte do roteiro dos estudantes brasileiros.

O curso de mandarim no Coltec integra uma iniciativa contínua da UFMG em parceria com o Instituto Confúcio, com início em 2013. O programa tem como objetivo expandir o ensino da língua e promover intercâmbio cultural e acadêmico entre Brasil e China.

Segundo a professora Fernanda Peçanha Carvalho, a seleção dos estudantes também reflete a excelência acadêmica da instituição pública.

“O projeto Mandarim no Coltec e Summer School é importante porque somos uma escola pública de ensino médio e técnico, com excelência acadêmica e carência socioeconômica. Por meio deste projeto, possibilitamos aos estudantes oportunidades e sonhos não sonhados. Eles precisam ter oportunidades de se identificarem com algo que eles nunca imaginaram. Quando o estudante se identifica, ele pode ter sua vida transformada via conhecimento, línguas e culturas”, afirmou.

A professora também destaca que experiências internacionais ampliam a inserção científica e cultural da universidade.

“A internacionalização e os intercâmbios possibilitam que outros países conheçam a nossa ciência e a nossa brasilidade, ao mesmo tempo em que trocamos aprendizados. É um ganho para a UFMG e para o Brasil”, disse.