Reajuste na gasolina acontece nesta sexta; saiba impacto no bolso
Petrobras confirmou aumento no preço da gasolina para distribuidoras, mas subsídio do governo deve reduzir impacto nas bombas para o consumidor
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A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (28) um reajuste na gasolina vendida às distribuidoras, com validade a partir desta sexta-feira (29). A mudança envolve a gasolina tipo A, comercializada antes da mistura obrigatória com etanol, e terá impacto reduzido ao consumidor por causa de uma subvenção econômica criada pelo governo federal.

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Com o reajuste na gasolina, o preço do tipo A terá aumento de R$ 0,48 por litro. Ao mesmo tempo, a estatal informou que aplicará um desconto de R$ 0,44 por litro dentro do programa federal de subvenção econômica voltado aos combustíveis. Na prática, o valor médio para as distribuidoras passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, o que representa alta residual de R$ 0,04.
Em comunicado oficial, a Petrobras afirmou: “A Petrobras informa que implementará a partir de amanhã, 29 de maio, um ajuste nos seus preços de venda de gasolina A para as distribuidoras de R$ 0,48 por litro. Informa também que ofertará um desconto de R$ 0,44 por litro, no âmbito da subvenção econômica instituída pelo governo federal”.
Segundo a companhia, o impacto para quem abastece deve ser ainda menor. Isso porque a gasolina vendida nos postos é composta por 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro. Com isso, a participação da Petrobras no preço final da gasolina C passará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro.
A estatal destacou ainda que o aumento estimado ao consumidor será de no máximo R$ 0,03 por litro nas bombas. “O efeito para as distribuidoras e para o consumidor final é mitigado pela subvenção econômica concedida”, reforçou a empresa no anúncio divulgado nesta quinta-feira.
Reajuste na gasolina ocorre em meio à guerra no Oriente Médio
O subsídio criado pelo governo federal surgiu após a escalada no preço internacional do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio. A medida foi regulamentada pelo Decreto nº 12.984, publicado em edição extra do Diário Oficial da União.
A iniciativa autoriza a concessão de subvenção econômica para produtores e importadores de combustíveis derivados de petróleo, incluindo gasolina e diesel. A estimativa do governo é de que o benefício represente cerca de R$ 0,44 por litro da gasolina.
Durante coletiva sobre o Relatório de Receitas e Despesas do segundo bimestre, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que o custo da medida será de aproximadamente R$ 1,2 bilhão por mês. Inicialmente, a duração prevista é de dois meses, podendo haver prorrogação.
Segundo o ministro, o objetivo é reduzir os efeitos da crise internacional sobre o bolso da população brasileira. “Temos um choque de preços de grande magnitude, o que nos desafia em termos de estratégias que precisamos elaborar para defender a nossa população de uma guerra que não é nossa e do impacto dessa guerra nos preços dos combustíveis”, declarou.
Como funcionará o subsídio dos combustíveis
O pagamento da subvenção será feito diretamente aos produtores e importadores por meio da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Para receber os valores, as empresas precisarão comprovar que o desconto foi aplicado efetivamente no preço de venda do combustível.
A regulamentação também determina que o benefício deverá aparecer detalhado no campo “Informações Complementares” da nota fiscal eletrônica emitida nas operações de venda.
De acordo com o governo federal, o valor gasto com a subvenção deverá ser compensado pelo aumento da arrecadação gerada pela receita extra do petróleo. No entanto, essa compensação ainda depende da aprovação de um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional.
A Petrobras afirmou ainda que seguirá atuando com “responsabilidade, equilíbrio e transparência”, mantendo a estratégia de evitar o repasse imediato das oscilações internacionais para os consumidores brasileiros.