Paralisação dos servidores em Uberlândia deve seguir por 3 dias
Movimento atinge escolas, trânsito e setores administrativos; categoria cobra reajuste de 44% e melhoria no vale-alimentação
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A paralisação dos servidores em Uberlândia começou nesta segunda-feira (30) e pode afetar diversos serviços públicos municipais ao longo de três dias. A mobilização foi aprovada em assembleia e segue até quarta-feira (1º de abril).
O movimento é organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Uberlândia (Sintrasp) e reúne trabalhadores de diferentes áreas, incluindo educação, trânsito, setores administrativos e serviços gerais. A categoria cobra abertura de negociação com a Prefeitura.
Segundo a presidente do sindicato, Márcia Novikoff, a decisão foi tomada após sucessivas tentativas de diálogo sem resposta por parte do Executivo. “O servidor público municipal já vem acumulando perdas há anos. A categoria não teve retorno às reivindicações e decidiu parar para ser ouvida”, afirmou.

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Paralisação dos servidores em Uberlândia afeta serviços
Entre os serviços que podem ser impactados estão escolas municipais, além de setores como agentes de trânsito, apoio escolar, serviços administrativos e unidades operacionais da Prefeitura.
Na educação, os professores são ligados a outro sindicato, que deliberou por uma paralisação de horas somente nesta terça-feira (31). A concentração dos servidores ocorre em frente à Prefeitura, com atos públicos a partir das 9h ao longo dos dias de paralisação.
Segundo informações da Prefeitura, neste primeiro dia de paralisação apenas uma escola registrou atraso no início das atividades, com as aulas seguindo o fluxo normal posteriormente. Nos demais setores não houve comprometimento do atendimento.

Profissionais cobram reajuste nos salários
A principal reivindicação da categoria é um reajuste salarial de 44%, referente à recomposição de perdas inflacionárias acumuladas nos últimos anos. Os servidores também pedem aumento no valor do ticket alimentação para R$ 1.300.
De acordo com o sindicato, a falta de avanço nas negociações levou ao endurecimento do movimento, que agora ocorre em forma de paralisação total por três dias.
Paralisação segue até quarta (1º)
A categoria informou que manterá o movimento até quarta-feira (1º), quando uma nova assembleia deve avaliar os próximos passos, dependendo da abertura de negociação com a Prefeitura.
Os servidores afirmam que permanecem abertos ao diálogo, mas reforçam que a paralisação é uma forma de pressionar por respostas.