Correios anunciam pacote de medidas para cortar gastos e recuperar equilíbrio financeiro
Empresa projeta redução de R$ 1,5 bilhão em despesas e aposta em marketplace próprio para ampliar receitas
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Diante de um prejuízo de R$ 2,6 bilhões registrado em 2024, os Correios comunicaram nesta terça-feira (13) um novo conjunto de medidas para enxugar despesas e tentar reverter o resultado financeiro negativo. A estatal prevê reduzir seus custos operacionais em 12% ao longo de 2025.
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Entre as ações previstas estão a venda de imóveis sem uso, a revisão de contratos em superintendências estaduais e a reorganização da estrutura logística da empresa. Também estão no radar o compartilhamento de unidades operacionais, o alterações da malha de transportes e a modernização da rede de atendimento ao público.

Além do foco na contenção de gastos, os Correios pretendem impulsionar a geração de receita. Um dos principais projetos é o lançamento do “Mais Correios”, uma plataforma digital com perfil de marketplace, inicialmente voltada para os próprios funcionários, com previsão de ser aberta ao público em breve.
A ideia é ampliar a atuação da estatal no comércio eletrônico, setor em que a empresa ainda busca maior protagonismo.
Outro eixo da estratégia é o incentivo à redução da jornada de trabalho de servidores, o que poderá resultar em corte proporcional de salários. A medida foi apresentada internamente como parte de um esforço conjunto para equilibrar as contas e garantir a sustentabilidade da empresa no médio prazo.
Com a execução completa do plano, a direção dos Correios projeta uma economia de até R$ 1,5 bilhão e um crescimento de R$ 3,1 bilhões no resultado operacional, indicador que mede a performance das atividades principais da companhia, antes de impostos e encargos financeiros.
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Além da reformulação interna, a estatal busca expandir a carteira de serviços, mirando novas soluções para órgãos públicos, parcerias no comércio eletrônico e aproximação com pequenos e médios empreendedores. Há também expectativa de captar novos contratos no mercado internacional, com foco em encomendas e logística.
As medidas fazem parte de um plano estratégico mais amplo de reestruturação da empresa, que, nos últimos anos, vem enfrentando forte concorrência no setor de entregas e desafios crescentes para manter a competitividade diante das mudanças no comportamento do consumidor e da digitalização de serviços.