Como sair das dívidas? Confira dicas de especialista
Em meio a um cenário de muitas dívidas, a terapeuta financeira Luciana Cardoso dá recomendações para deixar a lista de inadimplentes
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O cenário de endividamento em Uberlândia é desafiador: são mais de 350 mil moradores inadimplentes, somando um volume de débitos que ultrapassa R$ 2,6 bilhões. Diante desses números recordes, a terapeuta financeira Luciana Cardoso oferece dicas importantes de como sair do vermelho e recuperar a saúde financeira.

Segundo a especialista, o problema, que gera estresse e ansiedade, começa muitas vezes pela negação ou por uma mentalidade equivocada em relação ao dinheiro. “O dinheiro ainda é um tabu, considerado algo muito privado. Então, eu não olho meu dinheiro, não presto atenção e vou me endividando com a ideia de resolver isso no futuro”, explica.
Para Luciana, quem quer ter uma boa relação com o dinheiro deve estar “perto” dele.
O endividamento vai além do simples atraso de contas; ele pode ser um reflexo de costumes familiares ou até mesmo de um ciclo vicioso. “Começar o mês sempre devendo é algo errado”, alerta a terapeuta.
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Como sair das dívidas: aceitar e pedir ajuda são os primeiros passos
Luciana Cardoso diz que o primeiro passo é reconhecer a situação. Ela enfatiza que estar endividado não significa, necessariamente, que você parou de pagar as contas, mas sim que sua situação financeira está comprometida. Para ela, ter 10% do salário comprometido com dívidas já é um sinal de alerta e requer atenção imediata.
Uma vez que a dívida está clara, é hora de agir. A terapeuta sugere focar no que pode ser feito imediatamente. “‘Qual o mínimo que eu posso fazer pela minha dívida hoje?’ é uma pergunta importante para se fazer”, afirma Luciana.
É comum tentar resolver uma dívida fazendo outra (o famoso “tira daqui para cobrir ali”). A especialista critica essa prática. “Eu resolvo um problema trazendo uma solução problemática”.
Ela recomenda que o inadimplente tente negociar os juros diretamente com o credor. Se for uma dívida bancária complexa, a dica é buscar especialistas em dívidas de banco, que podem auxiliar na renegociação.
Além disso, em vez de pegar novos empréstimos para “cobrir buracos”, o inadimplente deve buscar formas de aumentar sua renda para quitar o que deve. Luciana recomenda encontrar formas de ganhar dinheiro extra e utilizar 100% desse valor para abater as dívidas.
Ela também ressalta a importância de ter uma rede de apoio que ajude a lidar com as dívidas, não necessariamente com dinheiro, mas para oferecer incentivo e aliviar o estresse.
A terapeuta finaliza comparando o endividamento a um vício: exige disciplina e uma mudança de mentalidade, focando no longo prazo. Ela afirma que é necessário pensar que você está sempre trabalhando para o seu futuro, e não apenas para pagar o passado.
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Inadimplência em Uberlândia
Segundo dados do Serasa, Uberlândia chegou a 350.681 moradores inadimplentes em setembro, o que representa quase metade da população projetada para 2025 pelo IBGE. Ao todo, as dívidas somam R$ 2,62 bilhões, distribuídas em 1,7 milhão de registros de débitos.
A pesquisa também revelou que as mulheres têm se destacado na busca pela regularização financeira, e Minas Gerais acompanha essa tendência nacional.