Evento em Uberlândia homenageia 65 lideranças femininas negras do país
A cerimônia realizada em Uberlândia integra as comemorações do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha
Mateus Oliveira , em Uberlândia
Uberlândia será palco, nesta quarta-feira (22), da 5ª edição do Prêmio Mulheres Negras que Movem a Terra, iniciativa que reconhece o protagonismo e a contribuição de mulheres negras para o desenvolvimento social, econômico, cultural e educacional do país. O evento acontece às 19h30, no Espaço Boulevard Eventos.
A cerimônia integra a programação das comemorações do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e do Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebrados em 25 de julho.

Nesta edição, o prêmio alcança um marco histórico ao homenagear 65 mulheres negras, sendo 29 representantes de diferentes estados brasileiros, consolidando-se como uma das principais iniciativas nacionais voltadas à valorização da liderança feminina negra. Para participar do evento de entrega é necessário aquisição de convites junto às homenageadas.
Reconhecimento às mulheres
Criado pela empresária, comunicadora e mentora Alessandra Fabyane, o prêmio surgiu com a proposta de transformar uma data de reflexão em um momento concreto de reconhecimento às mulheres que promovem mudanças significativas em suas áreas de atuação, muitas vezes longe dos holofotes.
Conforme a mentora do evento, ao longo de cinco edições, o projeto se tornou um movimento nacional de valorização da liderança feminina negra, destacando trajetórias de mulheres que atuam em setores como empreendedorismo, educação, saúde, cultura, ciência, comunicação, política, esporte, fé e transformação social.
Data reforça luta por igualdade
O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha foi instituído em 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana.
A data simboliza a luta histórica das mulheres negras contra o racismo, o sexismo e as desigualdades sociais, além de reconhecer sua contribuição para o desenvolvimento da América Latina e do Caribe.
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Reconhecimento como instrumento de transformação
Para a idealizadora do prêmio, Alessandra Fabyane, o evento busca reconhecer as trajetórias de mulheres negras que tiveram impacto na sociedade.
“Quando reconhecemos uma mulher negra, não celebramos apenas sua trajetória. Validamos sua história, fortalecemos sua voz e mostramos para outras mulheres que seus caminhos também merecem ser vistos. O Prêmio Mulheres Negras que Movem a Terra nasceu porque acreditamos que reconhecimento também é justiça”, disse.
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Segundo a organização, a cerimônia reunirá homenageadas, autoridades, representantes de instituições, parceiros, imprensa e convidados em uma noite dedicada à valorização da representatividade e do legado construído por mulheres negras em todo o país.