Privado: Rogério Silva

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O julgamento de Bolsonaro no STF e o tarifaço de Trump

Tema complexo abre a programação do principal congresso de jornalismo no Brasil, Abraji

, em São Paulo

Na primeira aparição pública após sua saída da CNN Brasil, Basília Rodrigues conduziu o painel sobre o julgamento da suposta trama golpista no STF, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro é réu.

Na primeira aparição pública após sua saída da CNN Brasil, Basília Rodrigues conduziu o painel sobre o julgamento da suposta trama golpista no STF, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro é réu
Basília Rodrigues abre o 20° Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo – Crédito: Rogério Silva/TV Paranaíba

A vigésima edição do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma iniciativa da Abraji, associação que reúne profissionais que se identificam com este importante setor do nosso jornalismo.

Ladeada por colegas que cobrem a rotina da corte suprema em Brasília, Basília Rodrigues debateu e deu espaço para perguntas a uma plateia plural, com profissionais de vários cantos do Brasil e do exterior, além de uma gama de estudantes de Comunicação Social.

O tema escolhido coincide – e é coincidência mesmo – com o episódio do momento no cenário econômico político internacional: O anúncio de um amargo tarifaço de 50% de Trump para entrada de produtos brasileiros nos Estados Unidos, golpe (palavrinha terrível) duro no empresariado verde-amarelo por conta de uma guerra que ultrapassa os propósitos fiscais ou comerciais.

Os pontos de vista vão desde ataques à nossa soberania e passam por nuances de chantagem e estabelecimento de valores para resgate, que repousam num pedido ao poder executivo brasileiro de anistia para o ex-presidente.

Coisa que não faz muito sentido, visto que a separação de poderes no Brasil é constitucional e clara. Este papel é do Judiciário, não do Presidente da República ou do Congresso.

Fato é que o assunto do nosso quintal extrapolou fronteiras e caímos na vala do protecionismo norte americano, onde estão players como México, Irã e Venezuela, por motivos distintos.

Talvez, como pano de fundo, o assunto tenha aquecido o encontro que, por óbvio, trataria apenas de um episódio em curso, ainda sem desfecho com data marcada. Como jornalista ama factuais, caiu como uma luva o “esquentamento” da pauta. O tempo vai revelar nos próximos dias ou semanas, se em 1° de agosto próximo o anúncio de Donald Trump foi pra valer ou bravata.

A estratégia de nacionalismo é velha e perigosa. Dói não no capital político, mas no bolso do setor produtivo. O empresariado paga a conta por uma briga pela qual ele não nutre simpatia. E, por conseguinte, inevitavelmente, no andar de baixo, ou seja, nós, seres humanos normais que apenas sonhamos com uma orelhinha do Mickey, um iPhone daora, um passeio na Disney. Ai, tá difícil !!!