Gente boba e estrada velha: mal-educado no Cinema nunca acaba
Você já esteve em um cinema com um mal-educado que estragou o filme e nessa semana um vídeo me lembrou o quanto as pessoas podem ser incômodas
Qual foi a pior experiência com relação à falta de educação que você já teve em uma sala de cinema?
Logo respondo a essa pergunta, mas digo que esse tema foi motivado por um vídeo que assisti no qual um adulto conta e mostra, com gravações, como foi assistir a Super Mario Galaxy – O Filme “em 5D”. Por “5D”, ele quer dizer que usou alguma droga qualquer e foi aproveitar a viagem com as cores da animação.
Quer usar qualquer coisa para assistir a um filme? Não posso fazer muita coisa a respeito, mas ficar destravando a tela do celular para gravar seus highlights alucinógenos e iluminar quem estiver no seu entorno é sacanagem. Imagine você pagar para ver um filme supercolorido tendo a competição indesejada de um celular ligado na sua frente?
Esse tipo de vídeo, além de inútil — afinal, você não está na cabeça “feita” do criador de conteúdo —, só serve para repetir o tipo de comportamento mais chato que hoje você pode encontrar em uma sala de cinema: a pessoa que simplesmente não se aguenta 90 ou 120 minutos sem conferir as notificações do smartphone — antigamente eram as ligações.
Junte isso àquele comportamento ancestral do mal-educado que não cala a boca durante a exibição e você tem o combo infernal perfeito.
Tem a galera que tira foto do filme e já quer postar; tem gente que responde ao WhatsApp no meio da sessão; tem ainda a pessoa que está em abstinência de rede social e precisa dar aquela conferida. Aí ela olha para o lado e comenta com o amigo algo ou simplesmente manda um áudio para o coleguinha que ficou em casa. Agora imagine tudo isso junto, no meio de uma turma que simplesmente não se aguentava e, a cada susto ou momento de tensão, passava a ter reações exageradas (propositalmente) ou disparava gargalhadas forçadas para chamar a atenção dos amigos.
O pesadelo no cinema
Pois esse foi o meu pesadelo em uma sala cheia quando assisti a Invocação do Mal, em 2013. Certamente, a minha pior experiência em um cinema.
Mais recentemente, quando estava em uma sessão de Lightyear, havia uma senhora que, a todo momento, verificava o smartphone ao meu lado. Ela até que tentava disfarçar, mas vai tentar conter luz em um ambiente escuro — não dá. Chegou um momento em que tive que pedir para que ela parasse com aquilo. Fui atendido — parcialmente. Ela ainda olhava para o aparelho de maneira envergonhada.

Gente assim não acaba nunca
A questão é que gente boba e estrada velha não acabam nunca, e na postagem do mané se gravando chapado em Super Mario Galaxy até havia gente comentando a imbecilidade daquele tipo de conteúdo. Mas eles eram minoria, e a maior parte do público do engraçadinho dizia coisas como: “achou ruim? Compra um cinema pra você”.
Pois é.
São os mesmos que estavam com o celular ligado enquanto você tentava assistir ao filme naquele dia xarope dentro do cinema.
Com certeza, você conhece alguém que não vai mais a um cinema por conta desse tipo de situação. Eu conheço.
E só um adendo: Invocação do Mal, o primeiro, é um filme tão bom que ainda saí satisfeito com a produção, mesmo tendo uma competição irritante na sessão.
Vinícius Lemos é jornalista e repórter da TV Paranaíba
*Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Paranaíba Mais