Entre as mais caras, Netflix lidera mercado de streaming
Pesquisa aponta que a Netflix tem mais de 60% do mercado das plataformas de streaming no Brasil, mesmo como segundo preço médio mais alto do mercado nacional
Uma pesquisa da Klavi, em parceria com o Omelete, tem apontado algumas facetas dos serviços de streaming no Brasil. Um exemplo é que, mesmo tendo um dos preços médios mais altos, a Netflix segue sendo a líder de mercado no país. Chamou a atenção ainda que serviços que me pareciam muito populares não têm a porcentagem de assinantes que eu imaginava.
A pesquisa está sendo divulgada a conta-gotas pelo próprio Omelete. Em duas reportagens, foi mostrado que a gigante vermelha do streaming tem a ampla maioria do mercado, com 63,94%. O Prime Video é o segundo, com 13,66% do mercado, e o Disney+ é o terceiro maior, com 7,31%.
O HBO Max hoje, com 3,97% do público, tem uma fatia menor que o YouTube Premium, por exemplo, que a pesquisa aponta ter 6,14% do mercado. Ainda que esteja há bastante tempo disponível e com um aporte significativo de capital da Skydance Media na aquisição em 2024, o Paramount+ não cresceu no mercado brasileiro a ponto de atingir o patamar de um serviço nichado como a Crunchyroll, a sétima maior no país, ou mesmo de uma plataforma ampla como o Globoplay, o sexto no ranking apresentado pela Klavi/Omelete.

O levantamento analisou dados entre o terceiro trimestre de 2025 e o segundo trimestre de 2026, e, no período, o Brasil registrou uma média de 675 mil usuários ativos de streaming por trimestre. Em todo o período pesquisado, foram mais de 2,7 milhões de usuários ativos de streaming.
Preços
Esse volume de usuários pagou, em média, R$ 36,81 pelo Disney+, a plataforma de preço médio mais alto do mercado. A Netflix vem em seguida, com R$ 35,76, em média. O Globoplay tem o terceiro maior valor, de R$ 33,04, de acordo com o levantamento. Essa média é feita por meio dos vários tipos de planos oferecidos por cada serviço.
Sem dados concretos, é difícil estar certo disso, mas diria que o Disney+ consegue um público amplo mesmo com os valores mais altos por conta de sua variedade de catálogo e títulos bem fortes. É amplo por ter em seu guarda-chuva muito entretenimento familiar conhecido, a exemplo de produções da Marvel, da Pixar e da própria Disney, e ainda engaja adultos com conteúdos do Hulu e de Star Wars, por exemplo.
Enquanto isso, a Netflix, especulo, me parece ser o caso da popularidade alta que atrai mais clientes pela marca em si.
E aqui nem estou falando de programa ao vivo como fator de atração.
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Pulverização
De qualquer forma, o mercado nunca perde, só migra suas regras. Se o cliente saiu da TV a cabo para ter maior flexibilidade e tentar economizar com os serviços de streaming, essa manobra foi encurralada pelas empresas, que pulverizaram seus conteúdos em várias plataformas, inclusive nas próprias produtoras desses conteúdos. E, depois de uma fase de expansão de clientes, passou-se aos reajustes.
Uma reportagem da Times Brasil, portal da CNBC no país, apontou em setembro que os preços das principais plataformas de streaming subiram mais de três vezes acima da inflação desde 2022.
Vinícius Lemos é jornalista e repórter da TV Paranaíba
*Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Paranaíba Mais