Crítica: Guerreiras do K-Pop surpreendeu Sony, Netflix e a mim
Animação indicada ao Oscar, Guerreiras do K-Pop não vai mudar o mundo, mas vai te divertir e te fazer cantar
Assim como a própria Sony foi surpreendida pelo sucesso de Guerreiras do K-POP, escrevo esta crítica após assistir ao filme, que foi disponibilizado há algum tempo, e me divertiu além do que eu esperava.
O longa foi originalmente produzido pela Sony Animation e teve a distribuição feita pela Netflix após um acordo com o estúdio. Foi aí que a animação estourou, chegando a ganhar sessões no estilo “canta junto” em salas de cinema — algo que a gigante do streaming não faz para qualquer um.

E há motivo: pelo menos três músicas de Guerreiras do K-POP são extremamente grudentas e carismáticas — “Golden”, “Takedown” e “Soda Pop”, sendo a primeira a grande favorita ao Oscar e a última um hit chiclete absolutamente inescapável.
Em termos de roteiro, há uma trama que consegue ligar uma mistura improvável: caçadoras de demônios que ajudam o mundo há milênios por meio de lâminas e canções. Ao mesmo tempo, o filme cria um universo, o povoa com personagens e mitos e se aproveita da moda K-pop para conquistar simpatia.
Aí entram aqueles elementos já esperados, com um trio de protagonistas de arquétipos bem aproveitados: uma de humor questionável, outra extremamente amável e a principal centrada na missão e na carreira, com um drama a ser desenrolado.
Enquanto a animação explora aquele tipo de traço híbrido 3D/2D que se tornou a marca da Sony Animation — sempre com capricho e complexidade; repare como os rostos parecem bonecas de plástico reluzentes —, o filme entrega piadas e uma mistura bem azeitada das músicas dentro da própria trama.
Não vai mudar o seu mundo, mas certamente vai te divertir — e te fazer cantar.
Vinícius Lemos é jornalista e repórter da TV Paranaíba
*Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Paranaíba Mais