Dengue em Uberlândia: quase 2 mil casos e um alerta para 2025
Novo tipo de vírus mais grave preocupa especialistas; saiba como proteger sua família
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O cenário para 2025 não é dos melhores quando falamos sobre a dengue em Uberlândia. Por isso, uma observação minuciosa em casa ajuda você e quem está por perto.
A mãe de uma amiga ficou internada vários dias. Ela e outra amiga se juntaram em orações porque o caso era bem delicado. O diagnóstico: dengue. Ela ficou prostrada, passou muito mal e a saúde exigiu bastante atenção por parte da equipe.
Foram mais de duas semanas na luta pela melhora e como ela tem mais de 70 anos, a preocupação foi enorme diante da fragilidade. Agora ela se recupera, ainda com sequelas, mas com as orientações médicas e o carinho da família tenho certeza de que, no tempo certo, estará bem.
E ontem, ao ir ao médico, reencontrei um amigo que não via há anos. Olhar descaído, aparência de dor e com a mesma doença: dengue. Ele não tem nem 50 anos, contou-me sobre dores horrorosas pelo corpo, febre de quase delirar e trabalho interrompido.
Quase 2 mil casos de dengue em Uberlândia em 2025
Os dois fazem parte de uma estatística nada animadora. Em 2025, Uberlândia registrou cerca de 1,8 mil casos de dengue e nem estamos na segunda quinzena de fevereiro. Os especialistas consideram que 2025 será crítico. Tanto que há estratégias sendo compartilhadas com a população de Minas Gerais para tentar conter os casos e evitar mortes.
E o que nós podemos fazer?
Muito se pode contra essa doença que, na região, já matou duas pessoas. Se a gente parar para pensar, é um absurdo esse tipo de situação em pleno século XXI. Tudo bem se indignar e cobrar, porém vamos além e cuidar do nosso mundo para nos protegermos e para proteger quem está perto de nós.
Por onde começar:
Marque na agenda 10 minutos para observar o que tem dentro e fora de casa e que pode servir de abrigo para o mosquito. Água parada em qualquer canto pode ser o terreno fértil para o Aedes aegypti, que se prolifera de maneira sorrateira e rápida.

Verifique o pratinho das plantas, limpe bem a vasilha de água dos bichinhos de estimação. Fique de olho nas tampas de garrafas, casca de ovo, saquinho plástico. As calhas devem ser vistoriadas também, e tivemos, nos últimos dias, muita chuva em Minas.
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Tudo que pode tornar-se um criadouro em potencial deve ser prioridade nessa varredura em casa. Um trabalho que pode ser feito também com a vizinhança. Tem terreno baldio? Chame o órgão responsável da sua cidade. É vigilância eterna!
Minha mãe reclamou, esta semana, de dores no corpo. Imediatamente procuramos o médico dela e foi descartada a dengue.
Entre os sinais de alerta estão a febre – acima de 38,5 graus – que dura mais de dois dias, dor de cabeça intensa, dores musculares que não passam, dor ao redor dos olhos, falta de apetite e, em alguns casos, podem surgir manchas vermelhas pelo corpo. Procure uma unidade de saúde rapidamente.
A dengue não tem cura. O tratamento é feito com repouso, hidratação e a recomendação é não tomar medicação por conta própria. As crianças e os idosos merecem uma atenção mais específica. Segundo os médicos, são dez dias para apresentar melhoras.
Este ano, a grande preocupação é o tipo 3 do vírus, que é mais grave e não aparecia há dez anos.
Eu estou fazendo o meu dever de casa. Já tive a experiência desagradável de passar mais de 15 dias sem condições de fazer nada, tamanha a dor que rasgava meus ossos. Não havia posição que descansasse meu corpo. Não desejo isso para ninguém. Me dê a mão e vamos juntos fazer a nossa parte. Com afeto e responsabilidade.