Globo resgata contratos vitalícios e reacende valorização dos atores medalhões
Valorização dos veteranos marca nova fase da TV Globo, que resgata tradição e reforça vínculo com seus grandes nomes
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A TV Globo voltou a movimentar os bastidores do entretenimento ao retomar, ainda que de forma seletiva, os chamados contratos vitalícios com artistas veteranos. A decisão, que parecia coisa do passado, mas marca um novo capítulo na relação da emissora com seus nomes mais emblemáticos.

Trata-se de um gesto de reconhecimento. Atrizes como Neuza Borges e Suely Franco simbolizam esse movimento recente, que recoloca os chamados “medalhões” entre os valorizados da casa.
Durante décadas, a Globo cultivou vínculos duradouros com seus talentos. O modelo de contratos longos e, em alguns casos, vitalícios, ajudou a consolidar carreiras e a própria identidade da emissora. Nomes como Sérgio Chapelin, histórico apresentador do Globo Repórter, e o casal Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça são exemplos dessa era.
Outras figuras consagradas, como Betty Faria e Laura Cardoso, também fazem parte desse grupo seleto. Já Susana Vieira, com contrato renovado até 2027, é apontada também como um dos nomes que tem contrato vitalício.
Nos últimos anos, a emissora apostou em um modelo mais enxuto, com contratos por obra e redução de custos. A mudança impactou diretamente o elenco fixo e marcou o fim de uma era.
Saídas recentes também ajudam a entender esse movimento. Fernanda Montenegro encerrou seu contrato em 2022 para focar em novos projetos, enquanto Regina Duarte deixou a emissora em 2020 ao assumir um cargo público como secretária especial de Cultura no Governo Bolsonaro. Perdas simbólicas que reforçam a importância de preservar os ícones ainda vinculados à casa.
Ao apostar novamente nos medalhões, a Globo equilibra modernização e tradição, um movimento que pode parecer discreto, mas carrega forte peso simbólico.
Nos bastidores, o recado é direto: enquanto o mercado caminha para relações cada vez mais flexíveis, ainda há espaço para vínculos duradouros, especialmente quando se trata de quem ajudou a construir a história da televisão no país.
E, ao que tudo indica, esses nomes continuarão sendo tratados como patrimônio, não apenas artístico, mas também afetivo do público brasileiro.