Do meme aos novos desafios: Soyara Almeida inicia nova fase na Record Belém
Jornalista que conquistou o público nas redes sociais e ficou conhecida pelo jeito espontâneo agora encara novos desafios na televisão paraense
A jornalista Soyara Almeida, conhecida também pelo apelido de Soso, está vivendo uma nova fase profissional. Depois de construir uma trajetória marcada pela proximidade com o público e pelo sucesso nas redes sociais, onde volta e meia suas reações e situações do dia a dia acabam transformadas em memes, ela agora integra a equipe da Record Belém.

A mudança representa um novo desafio na carreira da jornalista, que deixou a rotina de uma emissora do interior para atuar em uma grande televisão de capital, com uma estrutura maior e uma dinâmica diferente de trabalho. Ao mesmo tempo, Soyara encontrou em Belém projetos que permitem manter uma das características que mais marcaram sua trajetória: o contato direto com as pessoas.
Na nova casa, ela participa de dois projetos principais: a Van do Balanço, do Balanço Geral, com entradas ao vivo e ações nos bairros de Belém, e o Pará Bom Demais, programa exibido aos sábados que reúne entretenimento, cultura, turismo e culinária.
Em entrevista à coluna Mídia e Bastidores, Soyara contou como tem sido a adaptação, falou sobre a recepção da equipe e do público paraense, relembrou a primeira pauta no tradicional Ver-o-Peso e explicou por que não faz questão de separar a jornalista da Soso que conquistou a internet.
Confira a entrevista:
1. Como tem sido essa adaptação à nova rotina na Record Belém? O que mais mudou no seu dia a dia desde que você chegou à emissora?
Não tem sido uma adaptação simples, porque é tudo muito novo. Eu saio de uma emissora do interior, onde naturalmente a estrutura é mais enxuta, e chego a uma emissora grande, de capital, com uma equipe muito maior, vários profissionais, coordenações, diretores… Então, eu ainda estou aprendendo o nome de todo mundo, entendendo os processos e me adaptando à rotina.
Mas, ao mesmo tempo, isso tem sido muito estimulante. Tudo me gera curiosidade, aprendizado e vontade de conhecer mais.
O que mais mudou no meu dia a dia foi justamente essa dinâmica. Hoje existe uma logística diferente, deslocamentos maiores, uma rotina mais intensa de produção e, a cada dia, surge uma pauta, uma experiência, um desafio novo. E eu tenho gostado muito disso.
2. Você já teve a oportunidade de participar de quais projetos, programas ou coberturas na Record Belém? Como foram essas primeiras experiências?
Eu vim para participar de dois projetos principais: a Van do Balanço, dentro do Balanço Geral, e o Pará Bom Demais.
De segunda a quinta, eu faço entradas ao vivo no Balanço Geral e, na sexta-feira, a Van do Balanço ganha um espaço maior. A gente vai até os bairros de Belém, fica perto da população, promove brincadeiras, música, interação e premiações. Eu amei esse projeto justamente porque ele me permite estar perto das pessoas, conversar, brincar e manter muito da minha essência.
Já o Pará Bom Demais, aos sábados, é uma experiência diferente e muito especial. É um programa de entretenimento, cultura, turismo e culinária. E eu estou vivendo o Pará de verdade através dele.
A culinária daqui, por exemplo, tem me encantado. Todo sábado eu tenho a oportunidade de conhecer um pouco mais da cultura paraense, e isso tem sido um desafio muito prazeroso.
3. Existe aquele frio na barriga de estar em uma nova emissora, com uma nova equipe e novos desafios? Como você tem lidado com isso?
Existe, sim. Eu acho que todo projeto novo traz esse frio na barriga, independentemente de onde eu esteja ou do que eu vá fazer.
Eu sinto muito essa responsabilidade de querer entregar o meu melhor. Então, antes da estreia, eu fiquei nervosa, senti aquele friozinho mesmo, porque era uma nova emissora, uma nova cidade, uma nova equipe e um público novo.
Mas depois que a estreia aconteceu, foi como se tudo entrasse no lugar. A ansiedade deu espaço à tranquilidade e à vontade de trabalhar cada vez mais.

4. Como foi a recepção dos seus novos colegas de trabalho? Você sentiu que conseguiu se integrar rapidamente à equipe?
Eu fui muito acolhida. A recepção foi realmente maravilhosa, até melhor do que eu imaginava.
Fui recebida no aeroporto, tivemos uma coletiva de imprensa, um café da manhã preparado com muito carinho e toda a equipe me recebeu de braços abertos, como se já convivêssemos há muito tempo.
Isso fez muita diferença para mim, porque quando você chega em uma cidade nova, em uma emissora nova, esse acolhimento ajuda muito no processo de adaptação.
Eu realmente senti que fui abraçada pela equipe e que encontrei uma nova casa.
5. E fora dos bastidores: como você tem percebido a reação do público de Belém à sua chegada? Tem recebido muitas mensagens e manifestações de carinho?
Belém tem me abraçado de uma forma muito bonita.
Durante as participações no Balanço Geral, eu tenho ido às comunidades e, quando chego, as pessoas já reconhecem, pedem foto, abraçam, sorriem, brincam comigo. Até quando pego Uber, às vezes o motorista me reconhece.
Então eu já percebo que não estou passando despercebida por aqui. E isso é muito especial.
Além desse carinho nas ruas, eu também tenho recebido muitas mensagens nas redes sociais, principalmente de paraenses felizes com a minha chegada e com a minha contratação. Isso tem me deixado muito feliz e motivada.
6. Você já tem percebido alguma diferença entre o público que acompanhava seu trabalho anteriormente e o público que passou a te acompanhar agora na Record?
Na verdade, eu sinto que o público que já me acompanhava continua comigo, e agora eu estou ganhando um público novo.
Estão chegando muitos seguidores do Pará, de Belém, e eu percebo que é um público muito parecido comigo na energia: gosta de sorrir, gosta de brincar, gosta de leveza.
Tenho recebido muitos feedbacks positivos, principalmente de paraenses dizendo que estão felizes por eu estar na Record e que estão acompanhando meu trabalho.
Isso me motiva muito, porque eu quero dar o meu melhor para esse novo público sem perder a Soso que conquistou quem já estava comigo antes.
7. A Soso também é conhecida na internet pelo jeito espontâneo e pelos memes que acabam viralizando. Como você encara esse lado mais descontraído da sua personalidade que conquistou tanta gente nas redes?
Eu amo. Porque eu realmente sou um meme ambulante. Quem me conhece sabe: eu abri a boca, alguma coisa acontece. [risos]
E o mais engraçado é que os primeiros memes do Pará já começaram a surgir: criança passando na frente da câmera, situações inesperadas, brincadeiras durante os ao vivos…
Mas tudo isso acontece naturalmente.
Eu fico muito feliz porque o que viralizou foi justamente a minha essência. Não é um personagem. Esse jeito espontâneo, de rir, brincar, reagir às situações, sou eu.
Então eu amo a Soso dos memes, a Soso CLT, a Soso do ‘tô lá, tô aqui’… porque todas elas são a mesma pessoa.
8. Você se considera uma jornalista que consegue separar bem a Soyara profissional da Soso que aparece nas redes, ou essas duas versões acabam se misturando?
Eu não consigo separar completamente, porque as duas são a mesma pessoa.
Claro que existem momentos em que a postura muda. Quando eu estou ministrando um curso, dando uma palestra ou conduzindo uma situação mais formal, existe naturalmente uma postura diferente.
Mas a essência continua ali.
Eu gosto de sorrir, de brincar, de conversar, de estar perto das pessoas. Isso acontece na frente das câmeras, atrás delas e também nas redes sociais.
A Soso não é um personagem. É uma extensão de quem eu sou.

9. Nesse início de nova fase, existe algum momento ou cobertura que já tenha sido especialmente marcante para você?
Sim. Minha primeira pauta foi no Ver-o-Peso, e aquilo me marcou muito.
O Ver-o-Peso é um dos lugares mais simbólicos de Belém, mas, para mim, teve um significado ainda mais especial porque eu já fui feirante.
Então, quando eu caminhei por ali, entre aquelas barracas, vendo as feirantes, conversando com aquelas pessoas e sendo tão bem recebida, eu tive uma nostalgia muito grande.
Por alguns momentos eu voltei para o início da minha própria história.
Eu pensei: “Olha onde eu estou hoje… e olha onde foi parar a minha primeira matéria em Belém.”
Foi quase como se eu estivesse reencontrando minhas próprias raízes em outro lugar.
10. Olhando para os próximos meses, o que você gostaria de realizar na Record Belém? Existe algum sonho ou projeto que gostaria de colocar em prática?
Eu estou muito feliz com os projetos que já estou vivendo, mas tenho muitos sonhos ainda.
Um deles é contribuir para que a emissora continue crescendo cada vez mais e caminhe rumo à liderança.
Também quero que o Pará Bom Demais se torne um programa cada vez mais querido pelo público, não só em Belém e no Pará, mas também por quem acompanha a Record de outras partes do Brasil.
Hoje, com as plataformas digitais e o RecordPlus, o nosso alcance vai muito além da televisão local.
Então eu gostaria muito que o programa tivesse essa força, essa identificação com o público, assim como aconteceu com outros projetos que fizeram parte da minha história.
Meu desejo é contribuir, crescer junto com a emissora e conquistar cada vez mais pessoas, sem perder aquilo que sempre foi a minha essência: comunicação próxima, leve, verdadeira e feita para gente.
Mídia e Bastidores: A nova fase de Soyara Almeida mostra que a espontaneidade que conquistou espaço na internet também encontrou lugar na televisão paraense. Entre novos projetos, desafios e o carinho do público, a jornalista inicia sua trajetória na Record Belém mantendo justamente aquilo que a tornou conhecida: a proximidade, o bom humor e a naturalidade diante das câmeras.