Boninho dá spoiler e sugere fim dos “ADMs” em reality: o jogo pode mudar em Casa do Patrão
Diretor indica mudança no formato e levanta debate sobre o fim das equipes externas nos realities brasileiros
A fala de Boninho nas redes sociais caiu como uma bomba entre fãs de reality shows. Ao comentar sobre o novo programa Casa do Patrão, o diretor foi direto: “não vai ter ADM”. Uma frase curta, mas suficiente para levantar um debate importante sobre os rumos do entretenimento no Brasil.

Desde que os realities ganharam ainda mais força, especialmente a partir de 2020, durante a pandemia, surgiu um fenômeno paralelo ao confinamento: o poder das equipes externas, os famosos “ADMs”. Perfis oficiais dos participantes passaram a ser gerenciados por equipes profissionais, que produzem conteúdos, constroem narrativas, publicam notas de esclarecimento e, muitas vezes, tentam controlar a percepção do público.

Esse movimento mudou o jogo. O participante deixou de estar completamente isolado do mundo externo, ao menos no aspecto de imagem. Enquanto vive conflitos dentro da casa, aqui fora uma equipe trabalha estrategicamente para defendê-lo, justificar atitudes e até reverter crises. Em muitos casos, o desempenho fora do reality passou a pesar tanto quanto o comportamento dentro dele.
Ao sugerir que a Casa do Patrão pode abrir mão dos ADMs, o diretor aponta para uma tentativa de resgatar a essência do formato: um jogo mais cru, mais direto e menos “roteirizado” do lado de fora. A ideia é simples e ao mesmo tempo ousada: deixar que o público julgue os participantes apenas pelo que vê na tela, sem interferências externas.
A proposta dialoga com uma crítica recorrente entre telespectadores: a de que os realities perderam parte da espontaneidade. As “notas de ADM”, muitas vezes publicadas em tempo real, acabaram funcionando como assessorias de crise, suavizando erros ou redirecionando narrativas. Para alguns, isso enfraquece o entretenimento. Para outros, é uma proteção necessária diante da exposição extrema.
No caso da Casa do Patrão, apresentada por Leandro Hassum, a promessa é de um formato intenso, dividido em diferentes ambientes e dinâmicas, onde as decisões e comportamentos dos participantes terão impacto direto na percepção do público. Sem “porta-vozes” do lado de fora, cada atitude pode ganhar um peso ainda maior.