Cão sobe em carros para dormir e vira ‘dono da rua’ em Uberlândia
Sem tutor, vira-lata transforma carros em cama e assusta vizinhos com pulos de boas-vindas na Av. João Pinheiro, no bairro Alto Umuarama
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Um comportamento inusitado de um cão de rua tem causado curiosidade nos moradores e frequentadores da Avenida João Pinheiro, no bairro Alto Umuarama, em Uberlândia. Há algumas semanas, o animal, que não possui tutor definido, passou a utilizar o teto de carros estacionados como dormitório e a abordar pessoas que chegam a um condomínio local com saltos e interações físicas que têm causado sustos e ferimentos leves.
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Cão sobe em carros para dormir e recepciona moradores
Câmeras de segurança do circuito interno de um dos edifícios registraram o momento em que o cão “recepciona” uma moradora. Nas imagens, é possível observar o animal pulando sobre a mulher, em uma tentativa de interação que mais parece brincadeira.
“Não se trata de um ataque com violência, parece ser uma brincadeira, mas ele é muito forte. Não me sinto segura porque já me machuquei e temo que ele possa derrubar uma criança ou um idoso”, afirmou a moradora Daniela Carrijo.
Além disso, proprietários de veículos relatam prejuízos na lataria e pintura devido ao hábito do cão de subir nos tetos para dormir.
Segundo moradores, o cão sobe em carros para dormir e acostuma aparecer com frequência sobre os veículos, deitado e atento ao movimento. Em vídeos, ele surge tranquilo, como se “vigiasse” o local, até a chegada de alguém, momento em que se mostra agitado e mais animado.
Ele costuma circular pela região e permanece próximo a uma obra, onde recebe alimento com frequência. Isso pode explicar por que ele continua retornando ao condomínio e mantendo o comportamento.
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Órgãos públicos se posicionam
A Secretaria Municipal de Gestão Ambiental e Sustentabilidade de Uberlândia esclareceu o fluxo de atendimento para casos envolvendo animais de rua:
- Zoonoses: O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) atua no recolhimento de animais que apresentem sinais de doenças transmissíveis ao ser humano.
- Recolhimento por agressividade: Em situações onde há risco imediato ou comportamento feroz (ataques), a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros.
- Protocolo: Após o manejo pelos Bombeiros, o animal é encaminhado ao CCZ para avaliação clínica e monitoramento de doenças zoonóticas.
Até o momento, o animal permanece na região. Moradores buscam uma solução que garanta tanto a segurança dos pedestres quanto o bem-estar do cão.