Jovem de Ibiá deixa multinacional e faz sucesso com Queijo Minas Artesanal
Com apoio técnico da Emater-MG, João Paulo de Assis Caixeta deixou emprego em multinacional para investir na queijaria Realeza do Jersey, que agora tem registro oficial do IMA e Selo Arte
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Aos 27 anos, o produtor João Paulo de Assis Caixeta, de Ibiá, na região de Araxá, conseguiu transformar a tradição de queijos artesanais da família em um negócio certificado.
A queijaria Realeza do Jersey, criada com apoio técnico da Emater-MG, conquistou o registro do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e o Selo Arte, permitindo que o Queijo Minas Artesanal produzido na propriedade seja vendido em todo o Brasil. O jovem largou o emprego em uma multinacional em Uberlândia para apostar no legado familiar e hoje comemora a expansão do negócio.
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O município de Ibiá integra a região oficialmente reconhecida como produtora de QMA. Segundo João Paulo, a assistência da Emater-MG foi essencial para o processo de regularização. “Recebemos orientações desde a elaboração do projeto até a construção da queijaria. O suporte técnico em bovinocultura, boas práticas e rotulagem foi fundamental”, afirmou em publicação da Agência Minas Gerais.
A coordenadora técnica estadual em Queijos Artesanais da Emater-MG, Rayanne Soalheiro de Souza, explica que a certificação exige o cumprimento de várias etapas sanitárias. Já Lilian Cristina Andrade de Araújo, também da instituição, ressalta que a regularização amplia as oportunidades do negócio. “A certificação garante segurança ao consumidor e abre mercados em nível nacional”, destaca.
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Atualmente, a produção semanal chega a 40 queijos, cerca de 200 quilos mensais, comercializados em Ibiá, Nova Ponte e Uberaba. Com a certificação, João Paulo pretende ampliar a produção, participar de concursos e investir em queijos com maior tempo de maturação.
Legado e empreendedorismo no campo
A história do produtor é marcada pela sucessão familiar. Inspirado na bisavó que produzia queijos artesanais e incentivado pelos pais, ele começou a atividade em uma pequena queijaria de quatro metros quadrados. “Nunca pensei que me tornaria produtor rural, mas a vontade de empreender e de manter o legado da família falou mais alto”, diz.
Os queijos levam leite de vacas Jersey, conhecidas pela qualidade, e preservam o sabor que os familiares reconhecem dos produtos feitos pela bisavó. A mãe do produtor, Aline Maria de Freitas Caixeta, considera o negócio uma forma de honrar os antepassados. “É um orgulho para todos nós ver o nome da família associado a um produto de qualidade.”
Além do cuidado com a produção, a Realeza do Jersey adota práticas sustentáveis, como coleta seletiva e manejo ambiental adequado. O negócio também integra o Projeto Queijo Minas Legal (PQML), que busca elevar a qualidade dos queijos artesanais mineiros e ampliar o número de queijarias regularizadas.